Zalazar, médio do SC Braga, a festejar golo marcado ao Benfica - Foto Imago
Zalazar, médio do SC Braga, a festejar golo marcado ao Benfica - Foto Imago

Impossível não ficar rendido ao talento de Zalazar (as notas do SC Braga)

Uruguaio foi destaque maior de uma equipa cheia de boas exibições na vitória frente ao Benfica
MELHOR EM CAMPO - Rodrigo Zalazar (8)
A qualidade do atacante uruguaio sobressaiu em todas as ações em que se envolveu. Partindo da ala direita para movimentos desconcertantes, e em todas as zonas do campo, Zalazar, logo aos 9 minutos, recebeu passe de Pau Víctor, fintou Otamendi e ganhou falta mesmo no limite para penálti. Aos 19 minutos passou na direita com peso, conta e medida para Pau Víctor marcar o primeiro golo. Depois, aos 33 minutos, disparou, fintou e deixou para trás Otamendi e Sudakov e finalizou com classe para o segundo golo dos minhotos. Mas não ficou por aqui. Aos 48 minutos, novo passe rasteiro para Ricardo Horta rematar e ficar muito perto de mais um golo. Zalazar fez tudo isto em 45 minutos, mas na segunda parte manteve o ritmo e o nível. Aos 52’ cruzou para Pau Víctor quase marcar e aos 66’ lançou Navarro para (mais um) lance de potencial golo. A este trabalho ofensivo juntou uma disponibilidade defensiva enorme, com luta e coração que contagiou a equipa. Saiu esgotado, aos 85 minutos.

(7) HORNICEK – Grande exibição, com somatório de boas e grandes defesas, não conseguindo ter sucesso apenas no penálti convertido por Pavlidis. Mas logo aos 5’ negou o golo ao ponta de lança grego e no mesmo lance travou recarga de Sudakov. Aos 36’ foi rápido a sair aos pés de Dahl e aos 53’ travou com segurança um remate perigoso de Sudakov. Sempre atento e eficiente, aos 73’ susteve tiro fortíssimo de Richard Ríos, novamente a mostrar velocidade e agilidade para se lavantar e impedir recarga de Pavlidis 

(7) LAGERBIELKE – Defendeu muito bem o espaço aéreo e ganhou praticamente todos os lances que disputou junto à relva. Aos 19’ fez um belo passe para Zalazar construir com talento o segundo golo da equipa; aos 50’ atirou-se para a frente de Richard Ríos e bloqueou remate prometedor de golo. Cereja no topo da exibição: estava no sítio certo e marcou o terceiro golo, de fácil concretização, mas em que revelou sentido de oportunidade. 

(5) VÍTOR CARVALHO – Sentiu dificuldades para lidar com a dinâmica de Pavlidis e sem marcador direto nem sempre ocupou bem o espaço defensivo. Procurou sair com bola, mas com passes de risco. Aos 36’ teve bom corte num lance de Dahl e no início da segunda parte, em que o Benfica atacou mais e melhor, somou cortes importantes. Aos 55’ acompanhou Barreiro e evitou a finalização do médio benfiquista a um metro da baliza de Hornicek

(6) ARREY-MBI – Muito sereno e prático na resolução dos lances. Grande corte num cruzamento de Aursnes em que Barreiro aparecia bem colocado para finalizar na área, aos 38’. Sentiu maior dificuldade para lidar com a velocidade e profundidade que Prestianni colocou no jogo, mas quando se adaptou, cumpriu. 

(5) DORGELES – Muito veloz e a procurar criar desequilíbrios na ala direita, exagerando por vezes na procura da profundidade onde não havia espaço. Defensivamente mostrou alguma fragilidade, que se tornou mais clara no início da segunda parte. 

(7) JOÃO MOUTINHO – Colou linhas e marcou ritmos com ocupação de espaço inteligente. Foi sempre um dos primeiros apoios para o companheiro na posse da bola e quando a teve entregou-a sempre bem. Teve apenas uma desatenção, aos 16’, quando deixou fugir Barreiro, que depois passou para remate muito perigoso de Pavlidis

(7) GRILLITSCH – Foi o principal responsável por Sudakov não ter conseguido pegar ou crescer no desafio e pela forma estruturada como a equipa atacou, sobretudo durante a primeira parte. Deu geometria ao jogo da equipa, ofereceu capacidade defensiva e clarividência nas transições. 

(5) LEONARDO LELO – Sem cometer erros, esteve muito discreto no ataque e, apesar de disponível, irregular a tapar caminhos a Dedic (aos 5’ deixou escapar o lateral benfiquista, que depois fez cruzamento perigoso) e sobretudo a Prestianni. Foi competente, mas sem brilho. 

(7) PAU VÍCTOR - Ponta de lança com dimensão e capaz de ser influente nos vários momentos do jogo e em várias zonas do campo. Logo aos 9’, ganhou duelo defensivo na esquerda e lançou Zalazar para lance perigoso; aos 19’ já estava a receber passe de Zalazar e a marcar o primeiro golo, à matador, exemplar do ponto de vista técnico. Aos 26’ tentou lançar a velocidade de Dorgeles; aos 44’ fez um passe de calcanhar delicioso para Ricardo Horta, que depois foi travado em falta; aos 52’ rematou para grande defesa de Trubin. O espanhol foi bom na área, foi bom de costas para a baliza, a descer ao meio-campo para apoiar o ataque, até a defender em momentos que teoricamente não seriam para ele. 

(6) RICARDO HORTA – Aos 48’ fez remate muito perigoso, que caprichosamente passou centímetros ao lado do poste esquerdo da baliza de Trubin. No ataque teve pouco espaço e destaque, mas Horta teve entrega e solidariedade defensiva inesgotáveis, sobretudo na perseguição aos movimentos de Richard Ríos

(5) VÍCTOR GÓMEZ - Fechou bem os caminhos a Dahl e Sidny; ganhou e perdeu duelos, mas cumpriu bem a tarefa quando foi lançado no início da segunda parte. 

(4) PAULO OLIVEIRA – Cometeu penálti no primeiro lance que discutiu com Pavlidis e esse momento marcou a exibição do experiente central, que até final somou irregularidade. Apesar de algumas boas intervenções, principalmente nas bolas pelo ar, não conseguiu liderar a defesa, nem oferecer a segurança pretendida. 

(5) FRAN NAVARRO – Boas movimentações e aos 66', apesar de não ter rematado como queria, teria feito golo se Tomás Araújo não estivesse no caminho da baliza de Trubin

(5) MOSCARDO – Entrou com vontade e aos 88’ ajudou a bloquear um remate promissor de Sidny

(-) DIEGO RODRIGUES – Sem tempo e bola para se destacar.