Hugo Oliveira: «Vitória luta por objetivos grandes, mas somos iguais a nós próprios»
O Famalicão está preparado para o dérbi diante do Vitória de Guimarães, partida referente à 26.ª jornada da Liga e que está agendada para as 15h30 de amanhã.
A ideia ficou bem expressa na conferência de Imprensa de Hugo Oliveira, realizada ao início da tarde desta sexta-feira. O treinador dos azuis e brancos ressalvou a força dos conquistadores, mesmo com a mudança na liderança, mas reforça que a sua equipa quer dar mais um passo no caminho que tem vindo a percorrer.
«Esperamos uma partida extremamente difícil, num estádio que é difícil para todos os adversários, não só para o Famalicão. O Vitória é um clube que luta por objetivos grandes, por competições internacionais, e que, normalmente, tem plantéis fortes e com talento. Este ano não foge à regra. Para nós, o que conta são as nossas ideias, princípios e objetivos, ou seja, colocarmos o nosso jogo seja onde for. Agora, isso não invalida que tenhamos um adversário que tem a sua força, que não joga sozinho dentro do campo, uma vez que tem uma força muito forte que vem de fora e que vai fazer com que o jogo seja difícil para nós. Mas somos sempre iguais a nós próprios e este é mais um desafio que tem de ser encarado com o máximo de respeito pelo adversário, mas também com o máximo de orgulho pelo que temos feito e com a confiança daquilo que tem sido o resultado desse trabalho», começou por dizer.
Na ocasião, Hugo Oliveira admitiu que não está por dentro dos processos que Gil Lameiras está a tentar implementar nos vimaranenses, mas assume que grande parte da base vai manter-se. E o momento foi também aproveitado para elogiar publicamente o trabalho feito por Luís Pinto no emblema vitoriano: «Tenho de admitir que não conheço o treinador que começou esta semana, mas obviamente que fazemos os nossos trabalhos de casa e preparámos o jogo para o que pode ser um Vitória com as raízes do que foi até agora, porque muito do trabalho que estava feito vai continuar lá. Quero também enviar um abraço ao Luís [Pinto], dizer-lhe que tem de estar extremamente orgulhoso do trabalho que fez, é o campeão de Inverno em Portugal e é um treinador que já tem alguma experiência. Estes momentos fazem os treinadores ficarem mais fortes e é esta a nossa vida. Certamente que terá um futuro risonho e que os projetos vão chegar. O Vitória era uma equipa extremamente organizada, que sabia o que fazia, e certamente que o Luís terá outras oportunidades, que bem merece. Em relação à mudança de treinador, claro que há sempre mexidas, quem entra tenta sempre colocar o seu cunho pessoal e as suas ideias para retirar o melhor de um plantel que tem qualidade.»
Mathias de Amorim é baixa garantida para o dérbi, uma vez que completou, diante do Arouca, uma série de cinco cartões amarelos, mas o plantel tem soluções que dão totais garantias. Tal como, de resto, já aconteceu noutras situações: «Treinador feliz é aquele que tem todos os jogadores à sua disposição, mas a verdade é que estas situações são janelas de oportunidade para outros jogadores. Temos vindo a ser o exemplo do que é um plantel competitivo e que, joguem quem jogar, temos sempre as mesmas ideias. Não estará o Mathias connosco, estará outro. É para isso que estou cá, para tomar decisões e para retirar o máximo de cada jogador.»
A finalizar, Hugo Oliveira foi instado a pronunciar-se sobre o excelente registo defensivo que o Famalicão tem apresentado. Afinal, o emblema de Vila Nova completou 13 das 25 rondas já realizadas no presente campeonato sem sofrer golos. O mérito é... de todos. «São números que não são normais e temos de estar orgulhosos. Mas é importante dizer que tal dado acontece porque nós gostamos muito de ter a bola e não porque somos exímios no processo defensivo quando não temos a bola. Ofensivamente sabemos o que estamos a fazer, que posições têm de estar preenchidas, e isso permite-nos, aquando da perda da bola, sermos extremamente efetivos. Começamos a defender com os homens da frente, jogamos como um todo e é isso que me deixa orgulhoso enquanto treinador», concluiu.
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