Se a cabeça pensa bem, os pés executam melhor: criativo brilha no Minho e na seleção de sub-21 - Foto: Famalicão
Se a cabeça pensa bem, os pés executam melhor: criativo brilha no Minho e na seleção de sub-21 - Foto: Famalicão

Moutinho, Figo e Gomes para trás: «É um profissional na verdadeira aceção da palavra»

Hélio Martins, empresário de Gustavo Sá, fala em exclusivo a A BOLA e não esconde o orgulho pelo percurso do craque. «Foco, resiliência e muito trabalho: são estes os pilares», garante o agente. Capitão eternamente grato ao Vila Nova e com o Mundo nas mãos

O dia 6 de março de 2026 e, mais concretamente, o duelo entre o Famalicão e o Arouca, referente à 25.ª jornada da Liga, ficarão eternamente na memória de Gustavo Sá. Afinal, foi nessa data (e nesse embate) que o criativo dos minhotos chegou aos 100 jogos na Liga, tornando-se o mais jovem de sempre (21 anos, três meses e 24 dias) a atingir esse registo. Para trás, no referido ranking, ficaram nomes altamente consagrados do futebol português que tinham conseguido entrar nesta galeria de honra, tais como João Moutinho (21 anos, seis meses e um dia), Luís Figo (21 anos, seis meses e 25 dias), Nuno Gomes (21 anos, sete meses e 17 dias) e Tiago (21 anos, 10 meses e 13 dias).

O feito alcançado pelo capitão do emblema de Vila Nova só pode espantar quem não tenha acompanhado o seu percurso. Gustavo Sá é um talento que há muito espalha magia nos relvados nacionais — subiu à equipa principal do Famalicão na época 2022/2023 e daí para cá tem assinado autênticos tratados com a bola nos pés (nas quatro épocas que já leva na elite famalicense soma, em todas as competições, 112 partidas, 12 golos e 14 assistências) — e A BOLA foi ao início do seu percurso para ouvir quem tão bem o conhece.

Em declarações exclusivas a A BOLA, Hélio Martins, empresário do jogador, não tem dúvidas em apontar o mérito ao internacional sub-21 português. «Foco, resiliência e muito trabalho. São estes os pilares do Gustavo», começou por dizer ao nosso jornal.

O agente, que gere a carreira do jogador há oito anos, está absolutamente capacitado para estender a análise... para lá do futebolista: «Estamos na presença de um ser humano extraordinário, de um jovem que se foi superando constantemente a cada adversidade. O caminho do Gustavo tem sido feito assente na premissa de querer desafiar-se diariamente, de querer sempre competir com os melhores», acrescenta o empresário, que não se mostra minimamente surpreendido por Gustavo Sá ultrapassar todos e quaisquer obstáculos com que se depara: «É um profissional na verdadeira aceção da palavra. É incrível.»

Mas se com os pés escreve arte, tamanho é o manancial técnico que emana em qualquer ação com bola, com a cabeça pensa mais à frente. E juntando a leitura de jogo que apresenta nas quatro linhas à visão de vida que (também) o faz ser diferenciado de muitos outros, Gustavo Sá não esconde a gratidão eterna ao Famalicão. A sua casa. «O clube abraçou-o desde o primeiro dia e ele tem retribuído todo esse carinho. Será eternamente grato a tudo o que o Famalicão fez e faz por ele. O Gustavo nunca esquece quem lhe faz bem e quem o ajuda a ser cada vez melhor», assume o agente FIFA.

A qualidade vem de menino: desde cedo que Sá deixou marca nos famalicenses

Com contrato até 2029. Gustavo Sá está seguro em Vila Nova. Para já. Porque, como se diz na gíria, tem futebol para jogar... onde quiser. O capitão do Famalicão é um dos maiores craques da sua geração. Vai voar muito alto...

Quem marca golos ao Fama?

O registo é impressionante e está devidamente expresso nos números: 25 jornadas já realizadas e em 13 delas... nenhum golo sofrido. Diz a matemática, portanto, que o Famalicão não sofreu golos em mais de mate dos jogos que realizou na presente edição do campeonato.

A formação orientada por Hugo Oliveira manteve a sua baliza em branco nos jogos com Santa Clara (3-0), Tondela (1-0), Gil Vicente (0-0), Aves SAD (1-0), Rio Ave (0-0), Vitória de Guimarães (2-0), Nacional (1-0), Estoril (4-0), Santa Clara (1-0), Tondela (3-0), Casa Pia (2-0), Rio Ave (0-0) e Arouca (1-0). Lazar Carevic e seus pares têm estado muitas vezes inspirados.

Mais: olhando ao atual contexto da Liga, o Famalicão está igualado com o Sporting (ambos com 13 clean sheets), registo que só o FC Porto pode gabar-se de superar (17). E olhando ao que acontece nos principais campeonatos europeus, os minhotos estão mesmo na nata: Inter (15), Arsenal (14), Milan, Como-1907 e PSG (todos 13). São estes os únicos gigantes que fazem frente ao Vila Nova. É caso para perguntar: quem consegue marcar golos ao Fama?