Do FC Porto ao Famalicão passando pelos sub-21: «Jogar na Liga era um sonho de criança»
Com a formação dividida por Vitória de Guimarães e FC Porto, Rodrigo Pinheiro ainda esteve durante cinco anos na equipa B dos dragões. Porém, foi o Famalicão que lhe permitiu dar o salto que pretendia, entenda-se, jogar no mais alto patamar do futebol português.
O lateral-direito, atualmente com 23 anos de idade, chegou a Vila Nova no início da temporada passada e rapidamente se impôs nos azuis e brancos... do Minho: 30 jogos e duas assistências.
As recordações desse primeiro ano são muitas, com especial destaque, claro está, para a estreia. E logo diante do Benfica. Estávamos a 11 de agosto de 2024 e jogava-se a ronda inaugural desse campeonato: «Senti-me realizado. Ganhámos esse jogo, 2-0, e foi um início de época muito bom. Senti que os meus sonhos estavam a começar a realizar-se. Posso dizer, agora, que é um orgulho ter chegado aos 50 jogos e que venham os próximos 50.»
Fazendo um balanço deste período nos famalicenses, Rodrigo Pinheiro abre o coração ao clube que lhe permitiu atingir a meta de uma vida e promete tudo fazer para retribuir.
«Para mim, é um orgulho representar o Famalicão. E fazer 50 jogos é um prazer ainda maior. Jogar na Liga era um objetivo, um sonho de criança, e o Famalicão deu-me isso. Agora há que também dar muita coisa ao Famalicão», assumiu, em declarações reproduzidas pelos meios de comunicação do conjunto minhoto.
E pensar no que já ficou para trás é também pensar... no festejo mais desejado: «O jogo mais marcante foi quando marquei o meu primeiro golo [na vitória por 3-0 sobre o Santa Clara, por ocasião da 1.ª jornada da presente edição da Liga]. Mas temos muitos encontros nesta caminhada que me marcaram. O Famalicão ajudou-me muito, deu-me a visibilidade que se calhar não tinha noutros sítios e foi o clube que me ajudou a ir à seleção. Quando cheguei fui ajudado e claro que agora, quando vêm pessoas novas para o clube, tento ajudar da mesma forma que fui ajudado. Sinto que dei o passo que tinha que dar.»
Já depois de ter sido internacional sub-15, sub-18 e sub-20, Rodrigo Pinheiro entrou no espaço sub-21, tendo contabilizado sete jogos, um golo e uma assistência. Por força da idade, essa realidade já lá vai e agora o horizonte tem outra ambição. «Tal como sonhava em ir aos sub-21, também sonho em chegar à equipa A. Sei que tenho de trabalhar muito e vou fazer por isso. Acima de tudo, estar sempre com os pés no chão», concluiu o camisola 17 dos famalicenses.