Há cinco meses, já Paulo Fonseca admitia a A BOLA convite de um grande de Portugal
Em vésperas de ver Paulo Fonseca assumir formalmente o comando técnico do Sporting para fechar a crise aberta pela saída de Rui Borges, recordamos a entrevista que o técnico português concedeu a A BOLA há cinco meses e na qual revelava que o seu nome nunca deixou de estar nos radares dos maiores clubes nacionais.
A 30 de maio de 2026, em pleno período de férias após fechar a época no Lyon com o 4.º lugar e o acesso garantido à Liga dos Campeões — depois de um ano financeiramente turbulento e de ter potenciado o jovem Endrick para o Mundial —, o técnico português sentou-se com o nosso jornal. Numa conversa intimista sobre a sua maturidade aos 53 anos, a passagem pelo futebol internacional e as ofertas milionárias que recusou da Arábia Saudita e do Qatar, surgiu a pergunta inevitável sobre o regresso ao País onde não treinava desde que deixou o SC Braga em 2016.
Recordamos esse excerto da entrevista que pode ver completa na peça destacada mais em baixo:
— Teve algum convite para treinar em Portugal desde que saiu do FC Porto?
— Já fui convidado.
— E quer falar-nos disso?
— Não! [risos].
— Para treinar um grande?
— Sim, evidentemente.
— E esse convite é recente ou já tem algum tempo?
— Não vou dizer.
— O que é que nos pode dizer sobre isso?
— Não foi há muito tempo. E não aconteceu porque tenho grande vontade de continuar no estrangeiro. Somos mais valorizados lá fora do que aqui, tenho sentido isso. E tenho priorizado o continuar nos principais campeonatos. Já tive a possibilidade de ir para as Arábias, para o Qatar, com contratos milionários. O que me move são os desafios que podemos ter nos melhores campeonatos...
Na altura, Paulo Fonseca colocava o foco no desafio do Lyon e justificava a recusa do regresso a Portugal pelo prestígio das Big Five e pela ambição europeia. «O dinheiro ainda é secundário. O que me move são os desafios desportivos», garantia então.
Cinco meses depois, o xadrez do futebol operou a sua magia. O convite (de que clube ainda está por descobrir) que outrora ficou em suspenso transformou-se no apelo de emergência de Frederico Varandas para salvar a temporada leonina.
O treinador que admitia a A BOLA ter dito «não» para continuar nas ligas de topo encontra agora em Alvalade a conjugação exata dos fatores que sempre exigiu: um grande de Portugal, a montra da Liga dos Campeões e a liderança de um projeto de exigência máxima.
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