Gonçalo Feio: «Não é só um jogo, é o início de uma nova era»
Na primeira conferência de imprensa desde que chegou ao comando técnico do Tondela, Gonçalo Feio, que vive a primeira experiência como treinador em território nacional, explicou que a importância do momento vai muito além do plano individual: «Não escondo que vai ser um dia especial para mim, vou estrear-me como treinador no meu país. No entanto, o mais importante é o Tondela e, dentro do clube, as pessoas mais importantes são os jogadores. Por isso, nestes dias, toda a minha energia foi para preparar os jogadores e fazer com que sentissem da melhor forma possível para nos representar.»
O ex-Radomiak Radom (Polónia) referiu que encontrou um «grupo muito vivo, muito recetivo e com muita vontade de mudar o rumo das coisas». Apesar de ter reconhecido que teve «pouco tempo» para preparar a partida, disse que «foram dias muito aquisitivos, tanto ao nível do que é a forma como a equipa quer jogar como ao nível da mentalidade que quer ter».
«Encontrei um grupo com qualidade, com ambição e com uma coisa importante em momentos como este: coragem. Foram dias muito positivos mesmo», garantiu o técnico, de 36 anos, que assinou com os beirões até ao final da temporada, com mais um ano de opção.
Sobre o adversário, Feio antevê um Vitória de Guimarães «com muita vontade de ganhar, especialmente a jogar em casa, num estádio que vive os jogos de maneira muito acesa». Ainda assim, os tondelenses vão tentar «encontrar um equilíbrio entre a própria identidade e aquilo que enfrentará».
«Não é só um jogo, é o início de uma nova era, de um novo momento do clube e da equipa. Nestes momentos, acredito muito que, como sempre, primeiro vêm as pessoas, primeiro vem o lado pessoal, o lado emocional. E eu disse aos jogadores que, apesar de haver equipa técnica nova, quem pode ganhar este jogo são eles. Pela mentalidade, pela competitividade, pela solidariedade, pelo espírito de sacrifício, pela qualidade e pela coragem que têm», acrescentou o novo mister.
Os auriverdes são, neste momento, penúltimos classificados, com 20 pontos. Gonçalo Feio acredita, todavia, que «se há clube que já provou que as coisas só são impossíveis até acontecerem é o Tondela.»
«Da última vez que o Tondela teve três treinadores - Vítor Paneira, Rui Bento e o Petit - deu para salvar na última jornada. Ou seja, se calhar a história vai-se repetir. Vamos ver se na última jornada ou antes», lembrou, entre risos.