Gonçalo Feio: «Chegou a hora da verdade, não há que fugir a isso»
Gonçalo Feio promoveu, ao início da tarde desta sexta-feira, conferência de imprensa de mais uma das finais que o Tondela tem pela frente até ao final do campeonato, esta diante do Nacional.
Instado sobre como correu a semana de trabalho tendo em vista a preparação da equipa para a receção aos insulares, respondeu: «Foi mais uma boa semana. Acho que o sentimento que temos após cada jogo é um bocadinho o detalhe que se tivéssemos tido mais um treino sobre esta fase do jogo isto não tinha acontecido, ou seja, acho que o sentimento de crescimento é grande. Foi uma boa semana de trabalho. Posso dizer que, ao dia de hoje, só o Xabi [Huarte] é que não está integrado no grupo, todos os outros jogadores estão disponíveis, isto também demonstra o trabalho do coletivo, do departamento médico e da entrega dos jogadores. Foi uma semana em que acredito que preparámos bem o jogo e amanhã, com mais uma oportunidade que temos de vencer, porque cada jogo é uma oportunidade de vencer, quero que sejamos dignos disso e quero que as pessoas de Tondela se identifiquem e que se reconheçam na nossa forma de competir.»
O técnico teceu elogios ao Nacional, mas não escondeu que o foco é só um: «Obviamente com todo o respeito que temos pelo Nacional, temos de dizer que é a equipa que ganhou em SC Braga, para o campeonato, fora no Dragão perdeu 1-0, fora em Alvalade perdeu 1-2, é uma equipa muito competitiva, sem dúvida, que tem as suas armas, mas com todo o respeito pelo Nacional, falando da minha equipa e focando-nos em nós, o jogo de amanhã chega num momento em que há um resultado que interessa ao Tondela, que é a vitória, e, se calhar, há dois resultados que possam interessar ao Nacional.»
Este grupo cresceu também em termos do que é ser uma equipa, não só um grupo de pessoas vestidos com o mesmo equipamento, mas ser uma equipa especialmente em momentos difíceis, porque em momentos fáceis é muito fácil, e isso é um grande trabalho dos jogadores
Quanto ao que espera do jogo de amanhã, o técnico dos beirões foi perentório: «O Nacional ganhou em SC Braga para o campeonato, fora, no Dragão perdeu 0-1, em Alvalade perdeu 1-2, ou seja, é uma equipa muito competitiva, sem dúvida, que tem as suas armas. Mas, com todo o respeito pelo Nacional, falando da minha equipa e focando-nos em nós, amanhã chega um momento onde há um resultado que interessa ao Tondela, que é a vitória, e, se calhar, há dois resultados que possam interessar ao Nacional. Nesta fase temos de ter pontos e jogar para ganhar. Obviamente, o que se passou até aqui, em todos os jogos fomos competidos, queríamos ganhar, mas foi um caminho que tivemos de fazer, nesta nossa missão, que também não acaba amanhã. Agora, chegou a hora da verdade, não há que fugir a isso.»
A responsabilidade está bem presente no seio dos auriverdes e Gonçalo Feio assume-a por completo. «Chegou a hora de ganhar, de ir para ganhar. E acredito que todo o processo pelo qual passámos em diferentes fases de jogo, lá está, os difíceis, os duros, 5-0 contra o Vitória, por dores de crescimento, digamos assim, um jogo que foi duro connosco, o futebol foi duro nesse jogo connosco, cinco remates à baliza e cinco golos, mas um dia duro por dores de crescimento. Depois, o crescimento já visto por toda a gente aqui em Tondela, o reconhecimento também das pessoas do crescimento da equipa», assinalou, sem esquecer a importância do 12.º jogador: «A pré-época acabou e agora temos que competir. Aproveito para passar também esta mensagem a todos os adeptos que têm estado connosco, que acreditam que o competir e o lutar pelos pontos vai ser seguramente em todos os jogos até ao fim. Ou seja, acho que temos que ter a capacidade de acreditar que juntos vamos conseguir. Contamos muito com os adeptos. E temos que estar todos preparados para lutar por esta vitória até ao fim.»
Cícero prestes a ser opção
Durante a conversa com os jornalistas, Gonçalo Feio anunciou uma novidade para o futuro próximo: Cícero, que está ausente da competição há mais de dois meses — a última partida em que participou foi diante do Estrela da Amadora (2-0), a 20 de fevereiro, por ocasião da 23.ª jornada —, prepara-se para voltar ao leque dos disponíveis.
«Sim, o Cícero integrou os trabalhos esta semana e acredito que seja um jogador que dentro de pouco tempo, até também pela mentalidade que ele tem, pela presença que ele tem no grupo, pela forma como trabalhou, mais uma vez, conhecendo o trabalho do corpo médico. Acredito que dentro de muito pouco será mais uma opção de qualidade para mim», salientou, não sem antes falar da força do grupo como sendo o mais importante: «Muito honestamente, não me foquei nem senti adversidades ou dificuldades no que é o trabalho com a equipa, no que é a receptividade da equipa, no que é o querer da equipa e no acreditar da equipa nos processos, tanto na nossa forma de trabalhar, de treinar, como de competir. Acho que as últimas exibições têm provado isto. Acho que este grupo cresceu também em termos do que é ser uma equipa, não só um grupo de pessoas vestidos com o mesmo equipamento, mas ser uma equipa especialmente em momentos difíceis, porque em momentos fáceis é muito fácil. Eu disse, eu vim num momento delicado, aceitei este ser o meu primeiro projeto no meu país, que obviamente é importante para qualquer treinador, acreditando neste grupo, acreditando neste balneário.
Jesús Ramírez como referência
Sem qualquer tipo de problema em falar de jogadores adversários, Gonçalo Feio abordou um em específico: Jesús Ramírez. O ponta de lança do Nacional é o quinto melhor marcador do campeonato, com 15 tentos apontados — tantos quantos Rodrigo Zalazar (SC Braga) e apenas atrás de Yanis Begraoui (Estoril, 19), Pavlidis (Benfica, 21) e Luis Suárez (Sporting, 24) —, e o técnico dos auriverdes salientou esse faro dos venezuelano. «Sem entrar muito em questões estratégias, porque obviamente são finais e eu sei que do outro lado está não só um treinador, uma equipa técnica, uma equipa muito preparada e já a trabalhar juntos há muito tempo e as coisas boas que têm conseguido não é por acaso, mas obviamente quando se tem um avançado que marcou 16 golos tem que estar no nosso radar, está claro, e também os momentos, as formas como faz golo, as fases de jogo em que aparece, os passos que ataca, esse é um dos pontos fortes, pois é uma equipa com, vê-se claramente o que o Nacional pretende de diferentes fases de jogo, com e sem bola», afirmou, não sem antes voltar a sublinhar a crença relativamente ao que a sua equipa pode conseguir neste importante duelo: «Estamos preparados. Acredito muito nas nossas armas e no que podemos fazer. Acredito que amanhã, com a nossa gente aqui, possamos dar o passo em frente que todos juntos queremos dar.»