Gattuso, selecionador italiano
Gattuso, selecionador italiano

Gattuso sem rodeios: «É o jogo mais importante da minha carreira»

Na antevisão ao decisivo Itália-Irlanda do Norte, o selecionador italiano abordou a pressão, o estado da equipa e respondeu aos jornais norte-irlandeses, que consideram a sua equipa em crise

Gattuso, selecionador de Itália, não tem dúvidas em classificar o encontro de quinta-feira, em Bérgamo, frente à Irlanda do Norte, como «o jogo mais importante» da sua carreira de treinador. O selecionador italiano reconhece a pressão de ter «um país» às suas costas, mas garante que o ambiente na equipa é positivo após três dias de trabalho «bonitos, com uma bela atmosfera».

O objetivo dos azzurri é claro: vencer a Irlanda do Norte e, posteriormente, defrontar País de Gales ou Bósnia fora de casa para garantir um lugar no Campeonato do Mundo.

«A pressão existe, mas estou habituado desde sempre. Não nego que, nestes meses, todos os dias me disseram: "Mister, leve-nos ao Mundial"», confessou Gattuso na conferência de imprensa. «Ainda sou jovem e tenho um país sobre os meus ombros».

O técnico alertou para as dificuldades que o adversário irá colocar, descrevendo-o como uma equipa que «faz poucas coisas, mas acredita fortemente nelas». Gattuso sublinhou a necessidade de a sua equipa ser «forte mentalmente e saber sofrer», acrescentando: «Eles metem a bola na área a partir de qualquer zona do campo. Depois, quando tivermos a bola, temos de jogar com velocidade e levar jogadores para os últimos vinte metros».

Relativamente às opções para a partida, o selecionador revelou que Bastoni e Scamacca são as únicas dúvidas. «Vamos ver se conseguimos ter o Bastoni, mérito dele. Fez alguma coisa, hoje vamos testá-lo novamente. O Scamacca também fez trabalho à parte», explicou, elogiando a disponibilidade dos seus jogadores: «Há uma vontade destes rapazes de se colocarem à disposição e de cerrarem os dentes. Para mim, já é uma vitória tê-los aqui».

Gattuso confirmou ainda que, em caso de necessidade, o marcador de penáltis designado é Retegui. «Treinámos três penáltis cada um, todos. Sabemos que existe essa possibilidade, mas o nosso marcador é o Retegui», afirmou, reforçando a autonomia da equipa: «Somos os artífices do nosso destino».

Confrontado com as notícias da imprensa norte-irlandesa que apontam para uma crise na seleção italiana, Gattuso foi pragmático. «É justo que digam que estamos em crise, mas temos de estar preparados. Temos de defrontar jogadores que virão com veneno», disse, considerando que não faz sentido falar do passado. «Foi um choque não participar em dois Mundiais, mas para nós é fundamental ir a este Campeonato do Mundo».