Giacomo Bonaventura com a camisola do Milan
Giacomo Bonaventura com a camisola do Milan

Antigo internacional italiano termina carreira: «Já não sinto fogo dentro de mim»

Giacomo Bonaventura, ex-médio do Milan, decidiu pendurar as chuteiras aos 36 anos

O antigo internacional italiano Giacomo Bonaventura anunciou oficialmente o fim da carreira aos 36 anos. O médio partilhou a notícia através de uma publicação nas redes sociais.

Formado no Atalanta, Bonaventura representou os bergamaschi e mais cinco clubes: Pergocrema, Padova, Milan, Fiorentina e Al Shabab, de onde saiu no verão passado. O maior número de jogos foi disputado ao serviço dos rossoneri, onde conquistou o seu único troféu de elite: a Supertaça de Itália em 2016. No total, Bonaventura somou 585 jogos, com 94 golos e 72 assistências a nível de clubes. O médio somou 18 internacionalizações pela seleção principal de Itália, nas quais marcou um golo e fez quatro assistências.

«Quando já não sinto esse fogo dentro de mim, penso que chegou a hora. Não faz sentido continuar a jogar e a esgotar-me. Assim, corro o risco de deixar de me divertir, e na minha opinião, isso não tem qualquer sentido. Quando comecei a sentir-me assim, tomei esta decisão. A equipa pela qual joguei mais foi, sem dúvida, o Milan. Fiquei lá seis anos e provavelmente tenho o maior número de jogos por essa equipa. Mas não posso deixar de mencionar também o Atalanta e a Fiorentina. Cada clube foi uma experiência que me deu muito e me ajudou a crescer imenso», começou por confessar.

Giacomo Bonaventura, médio, 36 anos. No verão de 2025 rescindiu contrato com o Al Shabab, ficando apenas uma época na Arábia Saudita

«No futebol, quando não jogas durante duas semanas, todos se esquecem de ti. Mas quero ser lembrado como um entusiasta do futebol. Alguém que trabalhou arduamente e sempre tentou dar o seu melhor, sem rodeios ou truques. Sempre acreditei no trabalho árduo e esforcei-me para dar o meu melhor. Entre as minhas memórias mais queridas estará, sem dúvida, jogar pela seleção: o sonho de qualquer rapaz. Sempre dei o meu máximo e, mesmo que as coisas não corram como desejas durante a tua carreira, deves aceitá-las como são, valorizá-las e usá-las para crescer, tornando-te um jogador e uma pessoa melhor», completou.