Gattuso ‘atira-se’ aos adeptos: «É uma vergonha e não aceito»
Gennaro Gattuso, selecionador italiano, não poupou nas críticas aos adeptos, depois da vitória diante da Moldávia, por 2-0, na qualificação para o Mundial 2026.
Itália dificilmente conseguirá a qualificação direta. Os azzurri venceram por 2-0 na deslocação à Moldávia e partem para a última jornada a três pontos da líder Noruega, que é, precisamente, o próximo adversário. O primeiro critério de desempate é a diferença de golos.
Por isso, Itália precisa de vencer a Noruega por nove golos de diferença de forma a anular a desvantagem que tem neste momento.
«Lamento ouvir cânticos como 'vão trabalhar'. Acho uma vergonha. Entristece-me, não é hora de dizer essas coisas aos jogadores, temos de continuar unidos, a equipa está a lutar em campo apesar das dificuldades. Não aceito ouvir 500 adeptos a protestar contra os jogadores, mas é seguir em frente», disse, aos microfones da RAI Sport.
Itália soma seis vitórias em sete jornadas e Gattuso deixou críticas ao formato de qualificação.
«É preciso perguntar a quem faz os grupos e quais são as regras. Em 1994, havia duas seleções africanas, agora são oito. Mas não é uma polémica. Na minha altura, o melhor segundo classificado ia direto ao Mundial», defendeu, elogiando os seus jogadores.
«Estou muito feliz com os rapazes. Trouxemos uma equipa completamente nova e sabíamos que teríamos dificuldades. Estou satisfeito, mas estou irritado com o que ouvi nos últimos 30 minutos. Ter 500 adeptos a dizer para irmos trabalhar deixa-me desiludido. Não sei de onde vem, mas na história da Itália é a primeira vez que vencemos seis jogos. Estou convencido de que conseguiremos, vamos alcançar o nosso objetivo. Temos de nos preparar da melhor forma possível para a Noruega. Se terminarmos e fizermos uma grande exibição, podemos dizer que as regras nos prejudicaram», completou.
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