«Pago a Messi 70 milhões por ano, mas vale cada cêntimo»
Lionel Messi aufere um salário anual entre 60 e 70 milhões de euros no Inter Miami, um valor que inclui a remuneração como jogador e direitos de participação acionista no clube. A revelação foi feita por Jorge Mas, proprietário do clube que atua na Major League Soccer (MLS).
O astro argentino, de 38 anos, assinou no ano passado um contrato válido por três temporadas, que o manterá ligado ao clube do Flórida até completar 40 anos. Embora os detalhes completos do acordo não tenham sido divulgados publicamente, espera-se que o Messi se torne sócio do clube após o final da carreira, uma condição negociada desde a chegada ao Inter Miami.
Para suportar os encargos salariais de estrelas como Messi, Luis Suárez ou Rodrigo De Paul, o Inter Miami depende de patrocínios e acordos comerciais, que constituem cerca de 55 por cento das receitas totais do clube. Em contrapartida, os direitos televisivos representam apenas dois por cento, segundo o dirigente do clube.
«A razão pela qual preciso de ter patrocinadores — e que eles sejam de classe mundial — é que os jogadores são caros. Eu pago ao Messi — e vale cada cêntimo —, mas isso custa entre 60 e 70 milhões de euros por ano. Somando tudo», afirmou Jorge Mas numa entrevista recentemente.
Apesar de não ter detalhado a estrutura do contrato, este valor coloca Messi como o segundo futebolista mais bem pago do mundo, apenas atrás de Cristiano Ronaldo, cujo contrato com o Al Nassr, da Arábia Saudita, está avaliado em mais de 300 milhões de euros.
A verdade é que o investimento já trouxe retorno desportivo, uma vez que o Inter Miami conquistou a primeira MLS na época passada, feito celebrado na Casa Branca, esta quinta-feira, com o presidente Donald Trump. A valorização do clube também é notória: segundo a Sportico, o valor aumentou 22 por centro em 2025, atingindo 1,25 mil milhões de euros e tornando-se o emblema mais valioso do campeonato norte-americano.
Jorge Mas aconselhou ainda os outros clubes a focarem-se mais em acordos de marca do que nas receitas dos direitos de transmissão: «Usem esse ecossistema para os patrocinadores que já trabalham com as vossas equipas e para gerar valor. As pessoas não pensam assim. Eu penso. Porque a avaliação da equipa baseia-se nisso. O dinheiro dos media não muda isso.»
Um dos mais recentes acordos foi uma parceria com a fintech brasileira Nu Holdings, que dará o nome ao novo estádio, a inaugurar em abril, e cujo logótipo surgirá nas costas das camisolas a partir de agosto.
Consciente dos desafios futuros, sobretudo quando a 'Messimania' diminuir, Jorge Mas mostra-se preparado para continuar a inovar.
«Eu transformei a MLS. Alguns criticam, outros elogiam. Eu conduzo o barco porque acredito que precisamos de mudar muitas coisas. Não se pode ter medo da mudança. Para prosperar e ter sucesso, é preciso fazer as coisas de forma diferente», concluiu.
Messi chegou ao Inter Miami em 2023 e, desde então, soma 90 jogos e 79 golos pelo emblema da Flórida.
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