Capitão, joia da coroa, internacional sub-21 luso e... (ainda mais) histórico
Mais uma página escrita a letras de ouro no livro assinado por Gustavo Sá: o médio-ofensivo do Famalicão tornou-se o mais jovem de sempre a chegar aos 100 jogos no principal escalão do futebol português.
O craque do emblema dos azuis e brancos do Minho atingiu a referida marca com 21 anos, três meses e 24 dias, deixando para trás o registo que pertencia a João Moutinho. O agora jogador do SC Braga detinha esse recorde, quando, na altura, ainda ao serviço do Sporting, chegou ao número redondo com 21 anos, seis meses e um dia.
Na referida lista, que passa agora a ser liderada, pontificam ainda os nomes de Luís Figo (21 anos, seis meses e 25 dias), Nuno Gomes (21 anos, sete meses e 17 dias) e Tiago (21 anos, 10 meses e 13 dias). Gustavo Sá chegou ao primeiro lugar deste ranking após ter sido utilizado no embate entre o Famalicão e o Arouca (1-0), referente à 25.ª jornada da Liga, e que decorreu na noite desta sexta-feira, em Vila Nova.
Natural da Póvoa de Varzim, Gustavo Sá começou o seu percurso na Academia Elite Sport, passando, depois, pelo FC Porto e pela Dragon Force. A maior parte do processo formativo foi realizada ao serviço do Famalicão, onde desde muito cedo começou a despontar, chegando com toda a naturalidade à equipa principal, corria a época 2022/2023. Daí para cá, o camisola 20 tem espalhado todo o seu perfume nos relvados nacionais, sendo que, em todas as competições, soma já 112 jogos, 12 golos e 14 assistências.
Já depois de ser chamado aos sub-18 (nove jogos e três golos), aos sub-19 (12 jogos, seis golos e uma assistência) e aos sub-20 (quatro golos e uma assistência), Gustavo Sá passou também a ser uma das figuras de proa dos sub-21 de Portugal, seleção ao serviço da qual contabiliza 14 partidas, com um tento apontado e quatro passes certeiros.
Com contrato válido até 2029 com o Famalicão — e uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros! —, Gustavo Sá é uma autentica joia da coroa do emblema minhoto, sendo que a SAD liderada por Miguel Ribeiro tem perfeita consciência de que não conseguirá segurar este diamante por muito mais tempo. Mas quem quiser levar o criativo de Vila Nova... terá de abrir verdadeiramente os cordões à bolsa. Até lá, agradecem os adeptos famalicenses, que continuam a deliciar-se com a magia de um dos maiores craques portugueses da sua geração.