«Ganhei em campo, não por correspondência»: médio do Senegal provoca Marrocos
A decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) de atribuir a vitória na CAN 2025 a Marrocos na secretaria, por 3-0, continua a gerar uma onda de indignação no Senegal. Pathé Ciss, médio dos Leões da Teranga, juntou-se ao coro de críticas, provocando a seleção marroquina.
«Eu estou tranquilo, toda a gente viu o que aconteceu. Eu sou campeão de África, ganhei em campo, não por correspondência», afirmou o jogador do Rayo Vallecano, em declarações ao El Chiringuito.
A polémica estalou esta terça-feira, quando a CAF reverteu o resultado da final, disputada há dois meses, na qual o Senegal tinha vencido por 1-0 após prolongamento. Em resposta, a federação senegalesa já anunciou que recorreu da decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), na esperança de reverter a situação.
Jogadores do Senegal incrédulos
As declarações de Pathé Ciss seguem-se a uma série de reações de outros internacionais senegaleses nas redes sociais. Vários jogadores partilharam fotografias com o troféu conquistado em campo, manifestando o seu descontentamento.
Moussa Niakhaté, defesa do Lyon, foi um dos mais indignados. Logo após o anúncio da CAF, publicou uma foto com a taça e a medalha ao peito, acompanhada da legenda: «Venham buscá-los. Eles são loucos!». Mais tarde, acrescentou: «Isto não é inteligência artificial, é real». Confrontado com o tema na conferência de imprensa de antevisão do jogo da Liga Europa entre o Lyon e o Celta de Vigo, o jogador preferiu não se alongar: «Nada muda para mim em relação ao que vivi há dois meses. Responderei às perguntas no momento oportuno.»
Pape Demba Diop, jogador do Toulouse, também expressou a sua estupefação. «Acho que estamos no meio de loucos», publicou logo após a decisão da CAF ser conhecida.
A contestação chegou também por via institucional. O presidente da federação senegalesa, Abdoulaye Fall, classificou a deliberação do júri de apelo da CAF como «incompreensível». Numa conferência de imprensa realizada na quinta-feira, o dirigente afirmou: «Penso que o pretexto que nos reúne é conhecido por todos. É a decisão do júri de apelo da CAF. É uma decisão injusta, sem precedentes e incompreensível.»
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