Carrick fala dos contratos de Lisandro e Bruno Fernandes
Lisandro Martínez está a viver uma época difícil no Manchester United, marcada por vários erros e pela recente expulsão frente ao Chelsea, mas Michael Carrick fez a defesa do jogador, desvalorizou o cartão vermelho visto em Stamford Bridge e garantiu não ter qualquer dúvida quanto ao empenho do defesa argentino.
O central, de 28 anos, foi admoestado com o segundo cartão amarelo após atingir Wesley Fofana com o braço, somando a segunda expulsão este ano, dias depois de ter criticado publicamente a estrutura do clube após o desaire diante do Atlético de Madrid, para a UEFA Champions League. Em final de contrato no término da temporada — embora o Manchester United detenha a opção de extensão por mais um ano —, o percurso do jogador em Old Trafford parece aproximar-se do fim.
Ainda assim, Carrick afasta o cenário de descomprometimento do internacional argentino, que, apesar de suspenso para a jornada da Premier League contra o Aston Villa, deverá ser opção no embate de terça-feira frente à Roma, para a Champions.
«Não, não tenho qualquer preocupação quanto ao compromisso. As coisas acontecem no futebol. Por vezes fazemos coisas, por vezes tomamos uma decisão, por vezes cometemos erros. Mas o compromisso não é um problema, de certeza», assegurou o treinador dos red devils.
A situação contratual de Bruno Fernandes é idêntica. O Manchester United terá de definir a ativação das opções de extensão até ao final do ano, sob pena de ambos os atletas ficarem livres para negociar com emblemas estrangeiros a partir de janeiro com vista a uma transferência a custo zero no verão. Confrontado com o processo negocial, Carrick foi direto: «Quando houver algo finalizado, bem sabem como decorrem as negociações, informaremos. Mas, nesta fase, não há novidades a registar.»
O técnico abordou também o ambiente vivido no balneário: «O balneário é um sítio muito bom, por isso as perceções são algo curioso. Podem fazer as coisas parecer de várias formas e levar a pensar em coisas muito diferentes. Já o disse antes: o compromisso dos jogadores com o clube, comigo e entre si é algo que não questiono de todo. Precisamos de jogar melhor, podemos tomar melhores decisões, mas o compromisso não é uma questão.»
O treinador foi ainda questionado sobre se tem de mudar algo na sua mentalidade para ser mais positivo: «Não, faz parte de quem sou, é para isto que vivo. Muitas pessoas conseguiriam fazer o meu trabalho quando se ganha, mas o importante é encontrar soluções, respostas, mantermo-nos fortes, liderar da forma certa e tirar o melhor partido dos jogadores. E temos de continuar a trabalhar nesse sentido. Mas isso não muda em nada a minha mentalidade. Adoro estar aqui, adoro trabalhar com os jogadores. As dificuldades e os desafios só me motivam a querer ainda mais.»
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