Foi adjunto de Mourinho e deixa-lhe elogios: «O que fez no mundo do futebol está à vista»
Aitor Karanka, que foi adjunto de José Mourinho na primeira passagem pelo banco do Real Madrid, esteve presente no Portugal Football Summit e, em declarações aos jornalistas, reagiu ao regresso do português ao Bernabéu.
«Além dos três anos em que fomos companheiros de trabalho, a verdade é que criámos uma relação de amizade muito boa. Acho que é bonito que tantos anos depois continuemos a ter essa relação de amigos. E, evidentemente, quando um amigo é chamado pelo Real Madrid, é sempre um motivo para estar contente. O Real Madrid e o José são os melhores do mundo, então estou convencido de que, no fim, tudo sairá bem», começou por referir, olhando para o início de época dos merengues.
«O Real Madrid vem de dois anos sem ganhar títulos e é o clube mais exigente do mundo. Se há alguém exigente para puxar pelo dia a dia é o José. No início é normal que custe. O Barcelona também já trabalha muito bem com o Hansi Flick há três épocas, é normal que custe, mas o José é capaz de tirar o melhor dos seus jogadores. Florentino Pérez também é o presidente que está lá há tantos anos e que teve tanto sucesso e se chamou o José... Conhecendo como conheço os dois, estou convencido de que estão a ter uma relação fantástica e esperemos que que seja para muito tempo», disse, desvalorizando a polémica relacionada com as queixas de arbitragem por parte de Mourinho, na sequência da derrota no dérbi de Madrid: «Fico com as coisas boas das pessoas e o José tem muitíssimas coisas boas. No final, também acho que cada um defende os seus argumentos e o que o José fez no mundo do futebol está à vista.»
Espanha sagrou-se campeã do mundo e Aitor Karanka deixou elogios a Luis de la Fuente, que renovou recentemente até 2032, e aos jogadores.
«Para ganhar um Mundial tem de sair tudo perfeito e tivemos a sorte de que tudo correu bem. Temos um grupo de jogadores que, dentro de campo, é fantástico e fora do campo ainda são melhores rapazes. Temos um selecionador e uma equipa técnica que estão na Federação há 13, 14 ou 15 anos. Isso ajuda muitíssimo. Criam-se relações que, além de treinador, são de pai, amigo, confidente, e eu acho que tudo isso que se vive fora do relvado depois se transmite lá para dentro», atirou, sendo questionado sobre Fresneda, que integra o grupo de trabalho orientado por Luis de la Fuente. Aitor Karanka recordou declarações de Luis de la Fuente e David Gordo, timoneiro dos sub-21, que afirmaram que gostariam que todos os jogadores espanhóis jogassem em Espanha.
«Como dizem os selecionadores, tanto o Luis [de la Fuente] como o David Gordo, oxalá jogassem todos em Espanha. As ligas fortes da Europa chamam os melhores jogadores. Hoje temos a sorte de ter uns quantos aqui em Portugal, numa liga que está a crescer também como a espanhola, e ficamos encantados que o jogador espanhol, quando sai, seja uma referência e dê o nível que dá quando é chamado», comentou, abordando a luta pela Bola de Ouro.
«Lamine Yamal, Rodri, Dani Olmo... Temos muitos por onde escolher em Espanha. Está claro que o futebol espanhol está de parabéns e, para além do que toda a gente vê da qualidade e do talento que têm em campo, fora dele são rapazes excecionais. Por isso, que seja um espanhol, que acho que é quem merece, e temos muitos», rematou.
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