FIFPro lamenta os episódios de abusos que já ocorreram durante o Mundial 2026 - Foto: IMAGO

FIFPro quer mais proteção aos jogadores no Mundial: «Têm sido vítimas de abusos»

Sindicato mundial dos jogadores lançou um alerta para a crescente onda de abusos, apelando a uma resposta firme e conjunta para proteger os atletas dentro e fora de campo

A FIFPro emitiu um comunicado a alertar para o aumento dos casos de abuso dirigidos aos jogadores durante o Mundial 2026, apelando a uma resposta conjunta das autoridades, plataformas digitais, órgãos de comunicação social e restantes entidades ligadas ao futebol para proteger os atletas.

O sindicato mundial dos jogadores considera que a competição tem sido marcada por «um padrão crescente de abusos que engloba alguma cobertura mediática, o período após os jogos e as eliminações das seleções». Na nota, lembra que representar um país «é uma das maiores honras do futebol, carregando orgulho e responsabilidade», destacando ainda o esforço dos atletas ao longo da temporada. «No Mundial, depois de uma longa época, os jogadores deixam tudo em campo pelo seu país. Suportam as exigências físicas, emocionais e profissionais de competir ao mais alto nível, incluindo o risco de lesão e de consequências a longo prazo para as suas carreiras. No entanto, o abuso nunca deve fazer parte do compromisso que assumem nesta competição.»

A FIFPro denuncia ainda que «nas últimas semanas, os jogadores enfrentaram abusos online e presencialmente, muitos deles racistas e discriminatórios. Houve intimidação e hostilidade para lá do relvado. Estes incidentes não são isolados; apontam para um padrão sistémico que não pode continuar a ser aceite no futebol ou na sociedade. Os jogadores suportam as expectativas de uma nação, mas isso nunca deve acontecer à custa da sua segurança, dignidade ou bem-estar, nem os abusos devem ser desvalorizados como parte do jogo.»

O organismo defende que «a seleção nacional é uma extensão do local de trabalho dos jogadores e, como tal, estes devem ser protegidos», considerando que, apesar dos passos já dados, «monitorizar e denunciar, por si só, não mudará comportamentos nem evitará danos». Por isso, exige «consequências significativas para os responsáveis» e «um compromisso coletivo das forças de segurança, plataformas de redes sociais, meios de comunicação social, adeptos e do público para inverter esta tendência».

A FIFPro revela ainda que levará o tema à recém-criada Plataforma Global de Diálogo Social da FIFA, dedicada à saúde e segurança dos jogadores, concluindo com um apelo: «À medida que a pressão do torneio aumenta, a FIFPro insta todos a fazerem a sua parte na proteção dos jogadores.»

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