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Federação neerlandesa condena insultos racistas a jogadores e avança com queixa
A Federação Neerlandesa de Futebol (KNVB) apresentou uma queixa formal junto do procurador-geral dos Países Baixos na sequência de uma onda de insultos racistas nas redes sociais, que visaram vários jogadores após a eliminação do Mundial 2026 aos pés de Marrocos.
A derrota dos Países Baixos frente a Marrocos, nos 16 avos de final da competição, desencadeou uma série de ataques dirigidos a alguns jogadores. O jogo, disputado em Monterrey, no México, terminou com um empate a uma bola, tendo a decisão seguido para o desempate por grandes penalidades, onde os neerlandeses perderam por 3-2.
Segundo a KNVB, os três jogadores que falharam os seus penáltis — Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville —, foram alvo de insultos «racistas e discriminatórios» nas redes sociais após o encontro.
Num comunicado divulgado esta sexta-feira, a federação sublinhou a sua posição firme contra este tipo de comportamento. «Infelizmente, nunca é possível ser exaustivo, detetar e sancionar todas as reações racistas, mas a KNVB quer enviar um sinal muito claro: há limites e aqueles que os ultrapassam expõem-se a consequências», pode ler-se na nota.
De KNVB doet aangifte van groepsbelediging tegen personen die zich online racistisch hebben uitgelaten over het Nederlands elftal. ⬇️https://t.co/sHWqOAtwqm
— KNVB (@KNVB) July 3, 2026
A reação estendeu-se ao mais alto nível do governo. O primeiro-ministro, Rob Jetten, classificou os acontecimentos como «inaceitáveis» durante uma conferência de imprensa. «Num momento, são os nossos rapazes e supostamente somos todos indiferentes à cor da pele quando alguém veste uma camisola laranja. Mas assim que alguém falha um penálti, os insultos surgem de toda a parte», lamentou.
O chefe do governo neerlandês expressou ainda a sua expectativa de que as autoridades ajam de forma exemplar. «Parto do princípio de que o Ministério Público irá, de facto, instaurar processos para dar um exemplo muito claro», afirmou, acrescentando que a discriminação e o racismo continuam a ser «moeda corrente» nos Países Baixos.
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