FIFA estará arrependida de ter atribuído a Prémio da Paz a Trump
Está a crescer um sentimento de embaraço - e até arrependimento - dentro da FIFA devido à atribuição do recém-criado Prémio da Paz a Donald Trump.
O prémio foi entregue ao presidente dos Estados Unidos durante o sorteio do Mundial 2026, em Washington, com Gianni Infantino a elogiar Trump como um líder capaz de promover esperança, união e futuro. Na altura, o momento foi apresentado como simbólico e alinhado com os valores que a FIFA diz defender.
No entanto, o cenário mudou significativamente desde então. Segundo o The Guardian, a ausência de explicações claras sobre o processo de escolha do vencedor e o facto de alguns dirigentes não terem sido envolvidos na decisão contribuíram para um sentimento que já não é apenas de desconforto, mas de profundo embaraço.
A situação tornou-se ainda mais delicada com os desenvolvimentos políticos e militares recentes envolvendo os Estados Unidos, o que levou muitos dentro da FIFA a questionar a adequação da distinção atribuída. Desde que Trump recebeu o prémio, os EUA lançaram ataques aéreos em toda a Venezuela e capturaram o presidente do país, Nicolás Maduro, e a sua esposa, Cilia Flores, levando-os para os EUA, onde ele foi preso. Além disso, o líder norte-americano também ameaçou invadir a Gronelândia.
A proximidade do Mundial de 2026, que terá os EUA como principal país anfitrião, aumenta a preocupação, sobretudo quanto à imagem da organização. Há também a perceção de que Gianni Infantino ficou praticamente sozinho na gestão da relação política com Donald Trump, com outros dirigentes a preferirem manter distância por receio de danos reputacionais. Internamente, reconhece-se que os meses que antecedem o Mundial poderão ser particularmente sensíveis...