O treinador do Tondela, Cristiano Bacci - Foto: PAULO NOVAIS/LUSA
O treinador do Tondela, Cristiano Bacci - Foto: PAULO NOVAIS/LUSA

Em Tondela, sabe-se bem que «as contas só se fazem no fim»

Em entrevista ao Tuttomercato, Cristiano Bacci destacou que a luta pela manutenção vai ser disputada até ao fim. O italiano fez também uma análise ao campeonato português

Os tondelenses sabem, como poucos, que até ao lavar dos cestos é vindima. A equipa beirã, a competir pelo oitavo ano na I Liga, criou fama de fazer boas recuperações nas retas finais de temporada - e Cristiano Bacci está pronto para respeitá-la neste ano, mais uma vez.

Apesar de ainda estar no lugar de play-off de despromoção, o Tondela atravessa a melhor fase da época (leva cinco partidas seguidas a pontuar), o que lhes permitiu sair, recentemente, da penúltima posição.

Em entrevista ao portal de notícias desportivas italiano, Tuttomercato, Cristiano Bacci afirmou que a manutenção apenas poderá ser alcançada «no fim de uma maratona». «Desde que cheguei, temos trabalhado sempre com essa mentalidade. O Tondela está numa realidade em que precisa de dedicação e organização para acompanhar as outras equipas», considerou o técnico.

«O meu trabalho não é apenas dentro de campo, mas também de organização e mentalidade. O tempo é curto e todos os jogos são importantes. Somos uma equipa que não tem força apenas para se impor em casa e descurar os jogos fora. Todos os jogos contam. Esta é a mentalidade que tentei transmitir à minha equipa, sabendo que as contas só se fazem no fim», sublinhou o treinador, que chegou às beiras em meados de novembro.

Depois de ter passado por Olhanense (2014 a 2017), Boavista (2024 a 2025) e Moreirense (2025), o italiano é já um bom conhecedor da liga portuguesa, sobre a qual reconhece especial valor: «É um campeonato importante em termos qualitativos, uma ponte para os países sul-americanos rumo à Europa, utilizada por muitas equipas para fazer evoluir e amadurecer os jovens antes do salto definitivo de qualidade.»

«Em Portugal, o terreno é fértil, porque se trabalha com muitos jovens. Pessoalmente, sinto-me talhado para trabalhar num contexto deste género», acrescentou.