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FIFA atenua castigo a Molina, mas confirma suspensão pesada a Leandro Paredes
O Comité de Apelo da FIFA reviu alguns dos castigos aplicados a jogadores argentinos depois da confusão na final do Mundial 2026 entre Espanha e Argentina e fez alterações, mas manteve a maioria dos castigos.
Ficou decidido diminuir a suspensão e a coima aplicada a Nahuel Molina, fixando o valor a pagar pelo defesa da Roma em 60.000 dólares (cerca de 53.000 euros). Em sentido inverso, o organismo que tutela o futebol mundial rejeitou o recurso quanto a Leandro Paredes, mantendo o castigo de 10 partidas e a sanção financeira de 90.000 dólares (79.500 euros) imposta pelo Comité Disciplinar ao médio do Boca Juniors. A federação argentina (AFA) viu igualmente ser confirmada a penalização de 321.000 dólares (284.000 euros).
A multa aplicada à estrutura federativa sul-americana resultou de conduta imprópria do plantel, de cânticos e gestos de cariz discriminatório entoados pelos adeptos e da utilização do evento desportivo para manifestações de âmbito não desportivo, como a bandeira de reivindicação das ilhas Malvinas.
Insatisfeita, a federação vai continuar a recorrer.«Os próximos passos a seguir, em defesa dos direitos do jogador e da AFA, serão solicitar a fundamentação das decisões e, com base nela, recorrer ao TAS, uma vez que a federação dispõe de argumentos de facto e de direito suficientes para interpor o recurso», comunicou a AFA, visando o recurso junto do Tribunal Arbitral do Desporto assim que receber os esclarecimentos da FIFA.
Na origem das sanções estiveram os desacatos ocorridos na final de 19 de julho, partida conquistada pela Espanha por 1-0 após prolongamento. Logo a seguir ao apito final, enquanto o médio espanhol Rodri se deslocava pelo relvado em celebração, Molina atingiu-o com um murro, iniciando um confronto generalizado. No decorrer da confusão, Leandro Paredes empurrou Eric García e tentou ainda desferir um murro em Gavi, que caiu no relvado.
A punição federativa engloba ainda episódios verificados na meia-final frente à Inglaterra, jogo em que a comitiva argentina festejou exibindo uma tarja onde se lia «Las Malvinas son argentinas [As Malvinas são argentinas]», mensagem de teor político alusiva ao território administrado pelo Reino Unido e alvo de conflito bélico entre os dois países na Guerra das Malvinas.
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