Castigos pesados para vários elementos da vice-campeã Mundial
Castigos pesados para vários elementos da vice-campeã Mundial

Comportamentos no Mundial valem castigos pesadíssimos para a Argentina

Leandro Paredes encabeça lista de sanções

A FIFA divulgou os castigos aplicados pelo Comité Disciplinar à Associação Argentina de Futebol (AFA) e à seleção albiceleste na sequência dos comportamentos no Mundial 2026.

A AFA recebeu uma multa de cerca de 275 mil euros (321 mil dólares) devido ao incumprimento de quatro artigos do Código Disciplinar da FIFA. De acordo com a Federação Argentina, um terço do valor da multa (85 mil euros) terá de ser investido durante os próximos seis meses na «implementação e/ou desenvolvimento de um plano abrangente, que deverá ser aprovado pela FIFA, para para garantir ações contra a discriminação e prevenir a repetição de incidente».

Os argentinos foram castigados, entre outros comportamentos, devido à utilização de um evento desportivo para «realizar manifestações de índole distinta da desportiva» e a «cânticos e gestos discriminatórios dos adeptos».

Os adeptos argentinos apresentaram, durante o duelo contra a Inglaterra, nas meias-finais, uma tarja com a mensagem: «As Malvinas são argentinas». O mesmo pano provocatório acabou nas mãos dos jogadores argentinos após a vitória épica diante da seleção europeia.

«As Malvinas são argentinas»: a tarja da polémica
«As Malvinas são argentinas»: a tarja da polémica

A Argentina foi ainda castigada com dois jogos em casa com restrição de espectadores (50%) devido ao incumprimento do artigo 15. A AFA revelou que poderá ocupar metade da lotação interdita com grupos comunitários ou de interesse específico», como famílias, estudantes ou organizações antidiscriminação. Este plano «tem de incluir medidas antidiscriminação».

Uma das partidas, ainda assim, está em regime de pena suspensa, assim como 85 mil euros da multa pesadíssima aplicada à AFA.

Os castigos, ainda assim, não acabam por aqui. Os desacatos após a final da prova, diante da Espanha, valeram sanções duríssimas para vários elementos do plantel argentino.

Leandro Paredes terá de cumprir dez jogos de suspensão e de pagar uma multa superior a 77 mil euros (90 mil dólares). O médio do Boca Juniors foi um o grande protagonista dos confrontos físicos com jogadores espanhóis que tiveram lugar após a confirmação da derrota da Argentina. A retirada da seleção não está descartada e a mensagem publicada pelo próprio a 22 de julho antecipou-o.

Paredes e mais três elementos argentinos não se livraram de castigos. Nahuel Molina foi sancionado com uma multa com o mesmo valor, além de sete jogos de suspensão. Thiago Almada recebeu apenas um jogo de castigo e uma multa no valor de 25 mil euros.

Roberto Ayala, antigo internacional argentino e elemento da equipa técnica de Scaloni, recebeu três jogos de castigo.

De acordo com o código disciplinar da FIFA e as informações entretanto divulgadas, os castigos deverão ser cumpridos nas próximas partidas oficiais disputadas pela seleção argentina.

A reação da Federação Argentina

A AFA confirmou, em comunicado, que foi notificada das decisões do Comité Disciplinar da FIFA e detalhou os motivos da mesma. Os «cânticos e insultos racistas, homofóbicos e discriminatórios proferidos pelos adeptos argentinos» durante todos os duelos da fase a eliminar, diante de Cabo Verde, Egito, Suíça, Inglaterra e Espanha, valerams castigos mais pesados à Federação.

A mesma instituição revelou que o departamento jurídico vai solicitar à FIFA os «fundamentos das decisões passíveis de revisão» para «apresentar recursos perante o Comité de Recursos da entidade máxima do futebol mundial». A AFA deixou em aberto a «possibilidade de recorrer ao TAD [Tribunal Arbitral do Desporto] em último recurso».

Notícia atualizada às 16h15

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