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FIFA alvo de processo milionário devido à eliminação do Irão no Mundial
A FIFA e o seu presidente, Gianni Infantino, enfrentam um processo judicial no valor de cerca de 850 milhões de euros devido à eliminação da seleção do Irão no Mundial. A ação foi interposta no Tribunal Federal de Boston por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, um cidadão irano-americano, em nome de 91 milhões de iranianos.
A queixa, noticiada pelo jornal britânico The Independent, alega «discriminação flagrante» por parte da FIFA. O ponto central da acusação é a anulação de um golo de Shojae Khalilzadeh contra o Egito, que, segundo o queixoso, teria garantido a vitória e a qualificação do Irão para a fase seguinte da competição. O golo foi invalidado por fora de jogo após intervenção do VAR.
O processo sustenta que a decisão causou danos emocionais significativos aos adeptos: «Cidadãos iranianos ou irano-americanos que torciam pela seleção iraniana de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra a sua equipa do coração», pode ler-se no documento.
Lotfollah Kaveh Afrasiabi, de 68 anos, é um analista de assuntos internacionais, antigo professor da Universidade de Harvard e ex-conselheiro da equipa de negociação nuclear do Irão durante a administração de Barack Obama. Afrasiabi afirma existirem «evidências claras e inegáveis» de que a eliminação iraniana resultou de uma «decisão arbitral injusta do VAR».
Além da anulação do golo, a ação judicial acusa a FIFA de não garantir condições de preparação equitativas para o Irão, apontando restrições de viagem, a mudança do local de treinos para o México e a recusa de vistos a 11 membros da delegação. Segundo Afrasiabi, estas situações, aliadas à eliminação da seleção que terminou a fase de grupos invicta, com três empates, constituíram uma humilhação para milhões de iranianos. Até ao momento, a FIFA não comentou o processo.
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