Golo do Irão durante o Mundial
Golo do Irão durante o Mundial

Chefe de segurança dos EUA «dançou de alegria» com a eliminação do Irão

Markwayne Mullin aliviado por «equipa mais difícil de lidar» já ter ido para casa

O chefe de segurança interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, afirmou ter «dançado de alegria» quando a seleção do Irão foi eliminada do Mundial 2026. A eliminação da equipa iraniana foi confirmada no domingo, após o empate a três golos entre a Argélia e a Áustria, empurrando a equipa para fora dos melhores oito terceiros.

Em declarações aos jornalistas na segunda-feira, Markwayne Mullin não escondeu a satisfação. «Estou contente por ter terminado e por não voltarem», afirmou, citado pelo Sports Business Journal, acrescentando: «Fiquei tão feliz quando conseguimos retirar-lhes os vistos e dizer que podiam deixar o solo norte-americano, que talvez tenha cantado e até dançado de alegria».

Markwayne Mullin
Markwayne Mullin

O Irão falhou o apuramento direto na fase de grupos por diferença de golos, depois de ter visto um golo da vitória contra o Egito, já nos descontos, ser anulado por um fora de jogo marginal. Apesar do empate a uma bola no sábado, a equipa ainda tinha esperanças de se qualificar como um dos oito melhores terceiros classificados, o que acabou por não se concretizar.

O secretário do Departamento de Segurança Interna sublinhou ainda as dificuldades sentidas com a presença da comitiva iraniana. «Não houve uma única equipa com a qual tivéssemos de passar mais tempo a lidar do que o Irão», referiu.

A participação do Irão no Mundial, coorganizado pelos EUA, Canadá e México, foi marcada por várias restrições. A base de treinos da equipa foi alterada de Arizona para Tijuana, no México, antes do início do torneio. Nos dois primeiros jogos, a equipa só teve permissão para entrar nos EUA na véspera dos encontros, tendo de sair no mesmo dia. Para o último jogo da fase de grupos, em Seattle, as restrições foram aligeiradas, permitindo uma chegada com dois dias de antecedência, mas a equipa teve de regressar a Tijuana logo após a partida.

O selecionador do Irão, Amir Ghalenoei, considerou que a sua equipa foi «a mais oprimida» do torneio, afirmando que os EUA os «trataram de forma muito injusta». Ghalenoei queixou-se de que a sua equipa teve «menos de metade» do tempo de preparação necessário.

Por sua vez, o capitão iraniano, Mehdi Taremi, lamentou o ambiente vivido. «Este tipo de tensão mina a alegria do Campeonato do Mundo. Senti a tensão desde o primeiro momento em que chegámos», declarou.

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