O regresso do Botafogo ao Rio de Janeiro, na madrugada desta segunda-feira, foi marcado por um ambiente de forte contestação. Membros da claque organizada Fúria Jovem aguardavam a equipa no Aeroporto do Galeão para protestar contra os maus resultados recentes, com o treinador português Franclim Carvalho a ser o principal alvo das críticas, depois de duas derrotas - uma delas bem pesada - e um empate.

A insatisfação dos adeptos deve-se à pesada goleada de 1-6 sofrida frente ao Cienciano, para a Taça Sul-Americana, e à derrota por 1-0 com o Vitória, a contar para o Campeonato Brasileiro. O grupo de adeptos exigiu a demissão imediata do técnico e prometeu a realização de novos protestos.

Segundo o site Fogãonet, que acompanhou os acontecimentos, a conversa inicial envolveu apenas os líderes da equipa — Vitinho, Marçal, Allan e Alex Telles —, que se fizeram acompanhar pelo presidente do clube, João Paulo Magalhães, e pelo diretor desportivo, Léo Coelho. Pouco depois, o restante plantel, que já se encontrava no autocarro, foi instruído a descer e a juntar-se à reunião.

Durante o encontro, os adeptos criticaram duramente a postura da equipa nos últimos jogos, com especial ênfase na humilhante derrota no Peru. Após a conversa, a comitiva do Botafogo abandonou o local sob um forte dispositivo de segurança, tendo recorrido a um autocarro sem identificação do clube para transportar os jogadores.

Sob grande pressão, o Botafogo prepara-se agora para defrontar novamente o Cienciano na próxima quinta-feira, no Estádio Nilton Santos, em jogo a contar para os oitavos de final da Taça Sul-Americana. A equipa precisa de vencer por uma diferença de cinco golos para levar a decisão para os penáltis ou por seis para garantir o apuramento direto.

A iniciar sessão com Google...