Fernando Diniz considera a ‘lei Prestianni/Vinícius’ «um exagero»
Fernando Diniz manifestou-se publicamente contra a lei Prestianni/Vinícius, uma nova regra da FIFA que foi aplicada no Mundial 2026 e que resultou em expulsões na prova. Recorde-se que a polémica em torno dos jogadores que cobrem a boca ganhou notoriedade em fevereiro, durante um jogo da Liga dos Campeões, quando o extremo do Benfica, Gianluca Prestianni, tapou a boca enquanto falava com Vinícius. O incidente levou a que o tema fosse discutido na assembleia do International Board (IFAB), resultando na criação de uma lei por parte da IFAB e da FIFA que prevê a expulsão para este tipo de comportamento.
A opinião do técnico foi expressa após o empate do Corinthians com o Bahia (1-1), a contar para a 20.ª jornada do Brasileirão. No mesmo discurso, Diniz elogiou a introdução do fora de jogo semiautomático no campeonato brasileiro.
«Vejo o fora de jogo semiautomático com bons olhos. Tira a pressão sobre a arbitragem. Acho que resolve e de maneira rápida. É um avanço importante», afirmou, antes de criticar o método anterior: «Da forma como estava no Brasil, eu não gostava. Era muito tempo perdido, muita discussão e, por vezes, ainda se errava mesmo com o uso da tecnologia, que era de difícil utilização e permitia interpretação. Assim, não há interpretação. Acho que melhora bastante.»
No entanto, a sua concordância não se estende a todas as novas regras, mostrando-se particularmente crítico em relação à lei Prestianni/Vinícius.
«Em relação às outras regras, concordo com a maioria. Essa da lei Vini Jr., sinceramente, acho que não tem muito a ver. Acho que tapam [a boca] para dizer algo que não tem nada a ver. É um exagero. Na minha opinião, não gostaria que essa nova regra fosse aplicada. Mas a maioria das coisas que aconteceram no Campeonato do Mundo, acho que são para a melhoria do futebol», concluiu Diniz.