Rybakina destrona Sabalenka do trono do US Open e do mundo
A cazaque Elena Rybakina estreou-se a vencer o US Open após derrotar bielorrussa detentora do título Aryna Sabalenka na final, com os parciais de 6-4, 5-7 e 6-2. Com esta vitória, a tenista de 27 anos não só conquista o seu terceiro título do Grand Slam, como também arrecada um prémio monetário de 5 milhões de dólares (4,309 milhões de euros) como garante a subida ao primeiro lugar do ranking mundial da WTA na segunda-feira, destronando precisamente... Sabalenka.
A final foi uma reedição do encontro decisivo do Open da Austrália, disputado em janeiro, onde Rybakina também levou a melhor. Em Nova Iorque, a tenista quebrou a hegemonia de Sabalenka, que procurava o seu terceiro título consecutivo no torneio onde marcou presença na final nas últimas quatro edições.
Depois de um primeiro set bem conseguido, Rybakina cedeu no segundo, mas demonstrou uma enorme capacidade de recuperação no parcial decisivo, onde foi claramente superior. O ponto final do encontro foi selado com um ás, confirmando a conquista do seu primeiro US Open, que se junta aos títulos de Wimbledon (2022) e do Open da Austrália (2026).
A participação de Rybakina no torneio esteve em dúvida devido a uma lesão no tornozelo esquerdo, agravada na semana anterior em Cincinnati. No entanto, a tenista superou as adversidades e apresentou um nível de jogo notável ao longo da competição, culminando numa exibição de grande controlo no terceiro e último set da final.
No terceiro set, Rybakina conseguiu um duplo break que a deixou a servir para o título com uma vantagem de 5-2. A frustração de Sabalenka era visível, chegando a cobrir a cabeça com uma toalha durante uma das pausas, consciente de que a vitória estava a escapar-lhe.
Mas o momento decisivo do encontro ocorrera um pouco antes no set, quando Elena conseguiu uma quebra de serviço crucial para se adiantar por 2-1. Sabalenka ainda conseguiu salvar o primeiro ponto de break, mas não resistiu ao segundo, enviando uma bola longa de forehand que deu a vantagem à sua adversária.
Apesar de ter estado em vantagem no marcador em certas fases, Sabalenka demonstrou alguma inconsistência nas suas pancadas, com algumas respostas de serviço menos conseguidas. A pressão constante exercida por Rybakina foi um fator determinante, aproveitando todas as bolas curtas para atacar e forçar Sabalenka a procurar uma maior precisão, o que acabou por resultar em erros não forçados.
«É difícil encontrar palavras neste momento. Não estava à espera disto ao vir para este torneio, afinal estava a lidar com algumas lesões, mas, de alguma forma, tudo se alinhou para o meu lado», declarou Elena Rybakina, deixando elogios à adversária e à sua equipa técnica «pelas conquistas e o bom trabalho desenvolvido.»
Já a ainda número um do mundo e detentora de quatro torneios do Grand Slam não escondeu o desalento e as lágrimas pela derrota na reedição da final do Open da Austrália, também perdida para a adversária, garantindo querer voltar a Nova Iorque. «Sinto-me em casa aqui e mal posso esperar para voltar no próximo ano. Gostava de ter jogado um pouco melhor, quem sabe no próximo ano», confessou a finalista das últimas quatro edições do US Open, que termina 2026 sem nenhum major.