Pinto da Costa morreu a 15 de fevereiro de 2025 - Foto: A BOLA
Pinto da Costa morreu a 15 de fevereiro de 2025 - Foto: A BOLA

FC Porto: Pinto da Costa, um ano de eternidade

Completam-se hoje 365 dias que o malogrado presidente do FC Porto morreu. O homem que guindou o nome dos dragões ao patamar de excelência no internamente e na Europa. Deixou uma obra imensa e um legado inigualável no clube que ajudou a crescer

Assinala-se hoje um ano sobre a morte de Pinto da Costa, o histórico presidente do FC Porto que faleceu a 15 de fevereiro de 2025. A sua morte deixou um vazio no futebol português e um legado incomparável de títulos e transformação, que elevou o clube da Invicta a uma dimensão global.

Figura amada pela nação azul e branca e odiada pelos rivais, foi o dirigente mais vitorioso da história do futebol mundial. Eleito pela primeira vez em abril de 1982, encontrou um clube de ambição regional e, ao longo de 42 anos, transformou-o numa potência europeia. Quando deixou o cargo, o FC Porto somava 30 campeonatos nacionais, contra os 7 que detinha antes da sua chegada. Sob a sua liderança, os dragões conquistaram um palmarés impressionante: 23 campeonatos, 15 Taças de Portugal e 22 Supertaças Cândido de Oliveira.

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No entanto, foi na arena internacional que o seu projeto atingiu o auge. O clube venceu sete troféus internacionais, incluindo duas Ligas dos Campeões (1987 e 2004), uma Taça UEFA (2003), uma Liga Europa (2011) e uma Supertaça Europeia (1987), além de duas Taças Intercontinentais (1987 e 2004). As noites de glória em Viena, contra o Bayern Munique em 1987, e em Gelsenkirchen, em 2004, são marcos indeléveis que consolidaram o FC Porto como um competidor temível entre os gigantes do Velho Continente. Pinto da Costa soube rodear-se de treinadores marcantes, como Artur Jorge e José Mourinho, e construir equipas com uma identidade forte, aliando talento a um rigor competitivo inabalável.

O seu legado, contudo, transcende os troféus. Modernizou as estruturas do clube, impulsionou a sua profissionalização e tornou-se uma figura central na afirmação do Norte no panorama desportivo nacional. Para os adeptos, foi um líder forte e agregador; para os críticos, uma figura controversa, cujo longo reinado também foi marcado por polémicas.

O fim da sua presidência foi igualmente histórico. Em abril de 2024, foi derrotado de forma estrondosa, nas eleições mais participadas da história do clube, por André Villas-Boas, antigo treinador campeão europeu pelos dragões. A derrota nas urnas encerrou um ciclo de 42 anos consecutivos no poder, abrindo um novo capítulo para a SAD portista.

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A era Pinto da Costa ficou marcada por um legado desportivo impressionante, com mais de 60 troféus no futebol profissional e uma projeção internacional sem precedentes para o clube. A gestão inovadora no mercado de transferências, com forte aposta na prospeção em mercados como o sul-americano, transformou o FC Porto numa potência desportiva. A liderança combativa redefiniu o equilíbrio de forças no futebol português, embora também tenha sido marcada por controvérsias e processos judiciais. A história contemporânea do FC Porto confunde-se com a presidência de Pinto da Costa. Entre conquistas épicas, decisões estruturais e momentos de profunda transformação, o dirigente deixou uma marca que ultrapassa gerações.