Fatoumata Diallo na final dos 400m barreiras nos Europeus de Birmingham
Fatoumata Diallo garantiu um lugar na final dos 400 metros barreiras dos Campeonatos da Europa de atletismo, que decorrem em Birmingham, ao terminar no segundo lugar da sua semifinal. Em contraste, a outra representante nacional, Sofia Lavreshina, não conseguiu o apuramento.
A atleta do Benfica, de 26 anos, assegurou a qualificação direta ao completar a prova em 54,34 segundos, ficando apenas atrás da eslovaca Emma Zapletalová, que venceu a série em 54,09. A final está agendada para quarta-feira, às 21h08.
«O meu treinador [Felipe Siqueira] disse-me que tinha de matar ou ser morta. Se não desse tudo, ficava fora e isso ficou-me na cabeça», revelou Diallo. «Tinha de dar tudo e dei, para conseguir o mais importante que era passar à final. Agora, espero um recorde pessoal ou uma medalha».
Esta será a segunda final em Europeus ao ar livre para a barreirista, que em Roma2024 alcançou um oitavo lugar, o melhor resultado português de sempre na disciplina. Apesar de admitir que o objetivo inicial era chegar à final, confessou ter ficado «muito frustrada» com o resultado. «Agora, os objetivos são diferentes», sublinhou a atleta, em declarações à Agencia Lusa, após o sétimo melhor tempo geral das semifinais.
Por sua vez, Sofia Lavreshina, do Sporting, não conseguiu ir além do 11.º tempo das semifinais. A atleta de 23 anos terminou a sua série na quarta posição com a marca de 54,79 segundos, ficando atrás da belga Paullien Couckuyt (53,87), da britânica Lina Nielsen (54,04) e da norueguesa Amalie Iuel (54,22).
«Sabia que podia lutar pela final, mas não fiz uma prova limpa, o que me deixa um pouco chateada», lamentou a atleta natural de Pombal. «Apesar de ter ficado aquém, também fico a pensar que não posso ficar desapontada com esta época – no ano passado, fazia 57 segundos e estou consistente nos 54. Se calhar, não posso querer tudo de uma vez e, daqui a dois anos, vou estar cá outra vez».
Lavreshina ficou a 29 centésimos de segundo da última vaga para a final, ocupada pela francesa Louise Maraval (54,50). «Nos primeiros 200 metros não tinha muita noção de como estavam as outras [...]. Quando cheguei à oitava barreira, já tinha três raparigas à minha frente e já era muito difícil de eu conseguir passar», explicou.
Na zona mista do Alexander Stadium, Diallo deixou uma mensagem de apoio à sua compatriota, prometendo «correr a final pelas duas». «Fiquei triste pela minha colega, queria mesmo que estivéssemos juntas na final», afirmou a finalista, acrescentando: «Mas ela é uma miúda nova, está a ser uma época fantástica, a ganhar muita experiência e, para o ano, de certeza que vai surpreender muito».
Já Edson Gomes acabou esta terça-feira desclassificado nas eliminatórias dos 110 metros barreiras, após desequilibrar-se na segunda barreira e mudar de pista. A correr na pista sete, o atleta de 27 anos passou a primeira barreira e derrubou a segunda, caindo para a pista oito, na qual ainda abordou a terceira barreira, antes de voltar à sua faixa.
O velocista português Delvis Santos qualificou-se para as semifinais dos 100 metros com o 10.º tempo das eliminatórias, que disputou indisposto, confessou à Lusa. «Apesar de nunca ter tido, hoje acordei com enxaquecas. Desde então, sobretudo no aquecimento, estive sempre com dor de cabeça. Dadas as circunstâncias, passar às meias-finais não é nada mau», reconheceu o atleta do Sporting, após correr a distância em 10,54 segundos.
Delvis Santos foi sexto na terceira série, mas o apuramento exclusivamente por tempo nas eliminatórias das disciplinas de velocidade nestes Europeus assegurou-lhe uma das 12 vagas nas ‘meias’, com o 10.º tempo desta fase, juntando-se aos 12 primeiros do ranking.