Marítimo: Carlos André Gomes crítico no jantar do 116.º aniversário
No Jantar de Gala dos 116 anos do Marítimo, no Casino da Madeira perante 350 associados, o presidente Carlos André Gomes lançou duras críticas a várias entidades. O dirigente aludiu à falta de «respeito», que «tem sido a tónica de algumas entidades públicas» nos últimos meses, queixando-se do processo do Centro Desportivo da Madeira, gerido pela Sociedade de Desenvolvimento Ponta Oeste, ainda sem acordo de utilização, ao contrário do Nacional. «Fazer um arranjinho à 25.ª hora não é nem pode ser a conduta de uma instituição pública», afirmou, pedindo um «retratamento público» dessa instituição, para afastar a «ideia de favorecimento» a outros clubes.
Carlos André Gomes visou também a AF Madeira, classificando-a como «uma organização pouco clara e transparente, que pouco defende os seus associados», gerando «mais constrangimentos do que soluções».
Criticou a TAP pelas tarifas e alterações de regras. «Explora-nos financeiramente. A escalada de preços praticados pela TAP é manifestamente injustificada», afirmou, exigindo intervenção do Estado.
Carlos André Gomes agradeceu o apoio concedido pela C. M. do Funchal para a concretização do projeto do Museu do clube e alertou a necessidade de encontrar um parceiro para a SAD.