Gabriel Barbosa
Gabriel Barbosa - Foto: IMAGO

Ex-Benfica Gabigol suspenso após gesto obsceno a um adepto (vídeo)

Avançado do Santos viu o cartão vermelho direto e a defesa do clube justificou que o atleta não tinha conhecimento de que tal situação resultaria em castigo

O avançado do Santos, Gabigol, foi suspenso por um jogo pela 3.ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido a um gesto obsceno dirigido a um adepto. O incidente ocorreu no passado sábado, durante o jogo contra o Vitória, a contar para a 18.ª jornada do Brasileirão.

O momento polémico aconteceu na Vila Belmiro, após Gabigol ter marcado o terceiro golo da sua equipa. Depois de festejar com alguns adeptos, o jogador virou-se para um espectador que o criticava e agarrou as suas partes íntimas. O gesto levou à intervenção do VAR, liderado por Wagner Reway, que alertou o árbitro da partida, Rafael Rodrigo Klein. Após rever as imagens, o juiz exibiu o cartão vermelho direto ao avançado.

A conduta de Gabigol foi enquadrada no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que pune qualquer comportamento contrário à disciplina ou à ética desportiva. Durante a audiência, a procuradora Beatriz Calheta argumentou que o gesto foi desrespeitoso e incompatível com a imagem que o futebol deve promover.

«As imagens foram amplamente divulgadas pela imprensa. Trata-se de partida de competição nacional, envolvendo um atleta amplamente conhecido e que exerce grande influência sobre o público, especialmente os mais jovens. Por essa razão, o gesto obsceno praticado durante a comemoração extrapola os limites da conduta desportiva», sustentou.

Por sua vez, a defesa do Santos, representada pelo advogado Marcelo Mendes, admitiu o erro do jogador, mas alegou que Gabigol não sabia que tal ato seria punível quando dirigido a um adepto do seu próprio clube, pedindo a conversão da pena em advertência.

«O atleta reconhece a ilicitude da conduta, mas não tinha conhecimento de que o gesto também seria vedado quando direcionado à própria torcida. A defesa reconhece a infração, requer a observância dos precedentes e a conversão da penalidade em advertência», afirmou o advogado.

No entanto, o auditor relator do caso, Rafael Bozzano, decidiu aplicar a pena de um jogo de suspensão, sem possibilidade de conversão. Bozzano citou precedentes envolvendo os atletas André e Allan, do Corinthians, e reforçou a necessidade de respeito para com todos os adeptos.

«O respeito à urbanidade e o dever de os atletas manterem conduta compatível com os valores do desporto exigem que tanto torcedores adversários quanto os da própria equipa sejam respeitados. Aplico a pena de uma partida de suspensão, sem conversão em advertência», concluiu o auditor, cujo voto foi acompanhado por unanimidade pelos restantes membros da comissão.

Na mesma sessão, o Santos foi também sancionado financeiramente por ter provocado um atraso no recomeço da partida. Segundo o relatório do árbitro, a equipa demorou dois minutos a regressar dos balneários para a segunda parte, o que resultou num atraso de um minuto no apito inicial. O clube foi multado em cerca de 170 euros com a procuradoria a destacar que esta foi a 14.ª ocorrência de atraso do Santos na presente temporada.

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