Euro2026: «A pressão comanda a vida!»
Rio Maior acolhe novamente a Seleção Nacional de andebol que prepara a participação no Europeu que ,dentro de duas semanas, começa na Dinamarca.
Antes, da estreia com a Roménia, agendada para dia 16, ainda há muitas arestas para limar, mas, para já, o selecionador nacional, Paulo Jorge Pereira, mostra-se contente com o que viu. «Hoje estamos todos juntos pela primeira vez, portanto é aquele treino ‘vamos ver como é que estamos’. Já senti, em relação aos que estiveram cá na semana passada, já senti que estão melhor do que naquele primeiro dia. Portanto, agora um bocadinho de paciência para podermos aferir e alinhar todos em termos físicos e depois, pouco a pouco, relembrar algumas questões, alguns detalhes táticos. Vamos pensar mais em nós, na nossa equipa para já, e vamos ver o que é que acontece. Imagino que pouco a pouco vamos incluir alguns detalhes táticos também para poder usar neste Europeu», explicou.
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— EHF EURO (@EHFEURO) January 1, 2026
Em Rio Maior estão neste momento 18 atletas, algumas caras que vão estrear-se em fases finais como José Luís Ferreira ou Miguel Neves, e outras que são ausências em relação ao Mundial do ano passado, casos de Pedro Portela e Fábio Magalhães.
Torneio Internacional de Espanha
08.01.2026 – Portugal x Egito (16h15)
09.01.2026 – Portugal x Irão (16h15)
O treinador português explicou que as mudanças são naturais. «Houve mudanças este ano, houve mudanças o ano passado, houve mudanças em 2017, 18… Estão a haver sempre mudanças. Portanto, é normal que alguns atletas comecem a fechar o seu ciclo de cooperação ou de compromisso com a seleção, quando chamados, e nós temos muitos ao longo destes anos. É espetacular ver a forma como as pessoas vieram à seleção, sempre muito comprometidos na maior parte dos casos. E depois também é bonito ver os putos mais novos que começam a chegar e é espetacular ver como é que eles vão entrando pouco a pouco, portanto faz parte natural do curso», relativizou Paulo Pereira.
«Não há nenhuma seleção que jogue com os mesmos jogadores desde 95 até hoje, os mesmos. Toda a gente muda e nós também. O Pedro [Portela] é o Pedro e todos os que eu podia enumerar muito mais atletas. São atletas que deram muito à seleção e nós temos que estar muito agradecidos e fazer sempre uma enorme festa quando os vemos porque foi sempre um gosto. E ainda não acabou, ele pode algum dia voltar a integrar a seleção, mas para já estamos à procura de uma renovação normal, natural», insistiu.
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A duas semanas de se estrear, as metas estão traçadas, sabendo que depois do 4.º lugar do Mundial, a expetativa aumentou. «As nossas expectativas são as mesmas, as dos outros são muito mais altas. Portanto, como se costuma dizer que o sonho comanda a vida, no nosso caso a pressão comanda a vida. Mas nós gostamos dessa pressão porque ela é positiva, não é uma pressão negativa. Eles enquanto continuarem a ser criativos, é sinal que não têm medo de falhar. E então estamos com a pressão positiva», elogiou o técnico que lidera a equipa portuguesa desde 2016.
Calendário Euro2026 - Grupo B
16 janeiro - Portugal-Roménia (17h00)
18 de janeiro - Macedónia do Norte-Portugal (17h00)
20 de janeiro - Dinamarca-Portugal (19h30)
Esta é a oitava fase final consecutiva, contando com uma inédita presença nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, sendo o Europeu de 2020 e o sexto lugar o início do ciclo e um resultado que os Heróis do Mar pretendem superar. «E eu também faço com que assim seja, que as pessoas continuem a fazer tudo para se manterem criativos, para não terem medo de falhar, para não terem aquele receio da crítica e tudo isso. Portanto, enquanto nós continuarmos nesta linha, nós vamos continuar a poder crescer. E no fundo vamos continuar a poder fazer um caminho que ainda não foi feito, portanto nós estamos a fazer o nosso caminho, que é um caminho que ainda não foi feito e estamos a ir por ele com a catana, não é, a ir cortando algumas árvores pelo caminho. E pouco a pouco oxalá consigamos manter o mesmo rendimento, pelo menos parecido àquele que fizemos no último Mundial, que isso já era excecional. Mas temos que também perceber que isto do alto rendimento é quanto mais alto subimos, mais aproximamos o céu do inferno. Que é aquela coisa de toda a gente tem a expectativa: ‘Agora vamos ser campeões da Europa’. E, há meia dúzia de anos não nos apurávamos sequer e agora já queremos ser campeões», resumiu.