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Estrela do Canadá somou 15' no Mundial 2026: «Eu tomei a decisão...»
A principal estrela da seleção do Canadá, Alphonso Davies, assumiu a responsabilidade pela sua ausência na derrota por 0-3 frente a Marrocos, que ditou a eliminação da equipa do Mundial 2026. O lateral-esquerdo do Bayern revelou que a decisão de não jogar partiu de si, após ter sentido novamente um desconforto na coxa.
Em declarações na zona mista após o jogo, Davies explicou a conversa que teve com o selecionador. «Eu e o Jesse March conversámos. Ele perguntou-me se eu estava a 100%, e eu respondi que não, para ser sincero. Obviamente, queremos jogadores a 100% em campo para darem tudo de si. Senti que não estava nesse ponto, então tomámos essa decisão. Ou melhor, eu tomei a decisão de ficar no banco e dar oportunidade aos jogadores que podiam entregar 100% pelo país», afirmou.
A participação de Davies neste Campeonato do Mundo resumiu-se a apenas 15 minutos, jogados na segunda parte da vitória sobre a África do Sul (1-0, golo de Eustáquio ao cair do pano) nos 16 avos de final. Durante a fase de grupos, o lateral permaneceu no banco enquanto recuperava de um problema muscular na coxa. Apesar de ter regressado à competição no domingo anterior, o novo incómodo antes do duelo com Marrocos confirmou que a recuperação não estava completa.
O selecionador canadiano corroborou a versão do jogador, explicando que a precaução foi a principal razão para a ausência da sua estrela. «O Davies não se sentiu bem no treino de ontem. Fizemos uma ressonância magnética e ficou claro que não havia nenhuma lesão, mas ele continuava a sentir a parte posterior da coxa. Esperávamos que ele acordasse melhor hoje, mas isso não aconteceu. Então, preferimos ser cautelosos e não correr nenhum risco», detalhou o treinador.
Apesar de ter participado no aquecimento da equipa no estádio de Houston e de ter feito alguns testes físicos ao intervalo, Davies acabou por não sair do banco de suplentes. O próprio jogador, de 25 anos, reconheceu a fragilidade da sua condição física recente, marcada por várias lesões, incluindo uma rotura do ligamento cruzado anterior (LCA). Desde março de 2025, esta foi apenas a sua segunda internacionalização.
«É um tipo de lesão com a qual não se pode correr riscos. Nos últimos três ou quatro meses tive três lesões seguidas na posterior da coxa, então é algo muito delicado. O meu jogo depende muito da velocidade e das arrancadas. Se um jogador com essas características não está a 100%, fica muito difícil entregar tudo», concluiu Davies.
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