Ian Cathro assumiu o comando  técnico do Estoril na época passada
Ian Cathro assumiu o comando técnico do Estoril na época passada - Foto: IMAGO

Estoril: Ian Cathro como ainda nunca se tinha visto

Equipa da Linha atravessa ciclo de quatro derrotas seguidas. Foco é consolidar posição no 'top'-10

«A vida não é justa, e o futebol ainda menos». A frase é de Ian Cathro e foi proferida após a derrota com o Moreirense, que marcou a pior série de resultados da equipa da Linha desde que o escocês assumiu o comando técnico.

Na época passada, em que o Estoril acabou em 8.º lugar, com 46 pontos — 12 vitórias, outras tantas derrotas e uma dezena de empates — nunca se registaram mais do que dois jogos seguidos a perder.

Na presente temporada, os canarinhos ocupam a 9.ª posição, com 37 pontos, a soma de 10 vitórias e sete empates — nos restantes 13 encontros perderam. Sendo certo que na segunda volta (27) já foram conquistados mais pontos do que na primeira (20), as exibições da equipa têm sido mais inconstantes, resultando, inclusive, neste ciclo negativo de quatro derrotas consecutivas.

Contudo, para a reta final da época 2025/2026, o Estoril foca-se em consolidar a posição na primeira metade da tabela da Liga, sendo que, matematicamente, até pode superar o 9.º lugar do ano passado, tendo ainda pela frente Famalicão, SC Braga, Alverca e Benfica.

Quarta defesa mais batida

Analisando os números, há um dado que salta à vista: é a única equipa da Liga que marcou tantos golos como aqueles que sofreu: 51.

No ataque as contas até que não são más, com Yanis Begraoui a chamar a si o protagonismo, sendo mesmo a revelação da temporada, afirmando-se como um dos matadores do campeonato, com 19 golos até ao momento, surgindo na terceira posição, logo atrás de Luis Suárez (24) e Pavlidis (21).

Sem descurar a ajuda do maestro João Carvalho, médio criativo com grande visão de jogo e precisão no passe, que é líder das assistências na Liga, nada mais nada menos do que com 11 passes para golo, tantos como Trincão (Sporting).

A defesa tem claudicado, sendo a quarta mais batida da Liga. O central Kévin Boma contraiu lesão muscular em fevereiro e dificilmente volta a jogar esta época, assim como Bimai (lesão tibiotársica). Ferro tem-se destacado como pilar, tendo trazido à equipa experiência acumulada nas passagens por Benfica e ligas internacionais como as de Croácia, Países Baixos e Rússia.