Rui Rodrigues defende atual Direção: «O Vitória fez exigências»
A proposta da chave de distribuição centralizada dos direitos televisivos apresentada pela Liga Centralização foi aprovada com 80% dos votos, na manhã desta segunda-feira, em Assembleia Geral, no Porto.
O voto (favorável) da atual Direção do Vitória de Guimarães gerou, desde logo, muita contestação por parte dos candidatos à presidência dos conquistadores Belmiro Pinto dos Santos (Lista A) e Júlio Vieira de Castro (Lista B), que consideram que a proposta prejudica mais do que beneficia o emblema vitoriano.
Em resposta às críticas, o vice-presidente demissionário para a área financeira e também candidato pela Lista D, Rui Rodrigues, afirmou que «o Vitória, tal como a esmagadora maioria dos clubes, percebeu que esta é uma primeira fase para termos no futuro uma distribuição ainda mais equitativa».
Além disso, o concorrente afirmou que a proposta alternativa, do Nacional, pela qual os restantes candidatos mencionados já demonstraram preferência, «não recolheu um único voto para ser incluída na agenda para votação».
Sobre a proposta da Liga, Rui Rodrigues lembrou ainda que o «Vitória não se limitou a aceitar um documento, mas foi o clube que exigiu e garantiu alterações estruturais, que protegem os interesses específicos» do clube.
«A proposta inicial beneficiava estádios pequenos com taxas de ocupação artificialmente altas. O Vitória impôs que o critério passasse a ser o número real de assistências e as audiências televisivas, onde a nossa massa associativa nos coloca no topo do futebol nacional. Conseguimos também reduzir o prazo de revisão para metade do tempo. Daqui a cinco anos, o modelo será obrigatoriamente reavaliado», exemplificou.