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Infantino defende Mbappé e condena racismo de senadora paraguaia
Gianni Infantino, presidente da FiFa, condenou veementemente os comentários racistas dirigidos ao capitão da seleção francesa, Kylian Mbappé, pela senadora paraguaia Celeste Amarilla. Numa tomada de posição firme, Infantino reafirmou o compromisso do organismo máximo do futebol mundial no combate a qualquer forma de discriminação.
Através de uma série de publicações na sua conta de Instagram, o líder da FIFA manifestou a sua solidariedade para com o avançado francês e sublinhou o papel unificador do futebol, evidenciado durante o Mundial: «Condeno veementemente as declarações racistas proferidas contra Kylian Mbappé pela senadora paraguaia Celeste Amarilla. Todo o mundo do futebol, assim como a sociedade, está solidário com o capitão da seleção francesa. Devemos combater o racismo e derrotá-lo juntos», escreveu Infantino.
O presidente da FIFA insistiu que o desporto deve permanecer um espaço seguro e inclusivo, prometendo continuar os esforços para erradicar o racismo: «O futebol demonstrou, durante esta edição do Campeonato do Mundo, o quão forte é como fator de união da sociedade. O nosso desporto deve continuar a ser um espaço inclusivo e seguro para todos, e continuaremos os nossos esforços para erradicar o flagelo do racismo do nosso belo desporto e da sociedade», acrescentou.
Recorde-se que a polémica teve origem em declarações de Celeste Amarilla após um jogo entre o Paraguai e a França, a contar para o Mundial de 2026. A senadora proferiu insultos de cariz racista contra Mbappé, descrevendo-o como um «selvagem» que «nem sequer aprendeu a escrever». As ofensas continuaram, com Amarilla a afirmar que o jogador era «um camaronês que finge ser francês, ressentido, recém-rico, arrogante e feio».
A senadora paraguaia também desvalorizou a vitória da seleção francesa, atribuindo-a ao «mero acaso», e lamentou que ninguém tivesse «dado um tapa em Mbappé» após o encontro.
Em resposta, Kylian Mbappé emitiu um comunicado no qual classificou a senadora como «uma mulher desprezível que não merece o seu cargo», sublinhando que ela não representa o povo do Paraguai e que não permitirá a disseminação do ódio e do racismo.
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