«De Zerbi obrigava-nos a acordar às 4 da manhã para irmos correr para o bosque»
Jonathan Rowe, extremo do Bolonha, revelou pormenores sobre a violenta altercação com Adrien Rabiot no balneário do Marselha, que precipitou a sua transferência para Itália no último verão. O inglês esclareceu que a confusão começou... com outro colega de equipa.
«Eu estava a discutir com o guarda-redes Rulli e trocámos palavras duras. A segurança interveio e depois o Adrien meteu-se», conta o atacante em entrevista ao The Athletic. A partir daí, a situação escalou para uma agressão física, que o seu antigo treinador, De Zerbi, descreveu como uma «rixa de bar».
Rowe insiste que não foi o instigador da violência. «Ele [De Zerbi] e Benatia [na altura diretor desportivo] não viram o primeiro soco que ele me deu. Pensaram que tinha sido eu a bater-lhe primeiro, mas não foi assim. Imagine que o Darryl Bakola até desmaiou. A situação ficou literalmente fora de controlo», detalhou.
Os métodos pouco ortodoxos de De Zerbi
Apesar do episódio, Rowe guarda boas memórias do trabalho com De Zerbi, atual técnico do Tottenham, de quem diz ter aprendido a «prestar muita atenção aos detalhes». No entanto, os métodos de treino do técnico surpreendiam pela sua dureza. «Eram esgotantes, de morrer. Acordávamos às quatro da manhã para ir correr para o bosque, ao frio. Tínhamos lanternas para ver no escuro. E depois ainda havia circuitos, sprints em subidas. Nunca tinha visto nada assim na minha carreira», recordou.
Atualmente na equipa bolonhesa, o dianteiro de 23 anos revela ter ambições claras para o futuro e um modelo a seguir. «O meu objetivo é chegar a um clube de topo da Premier League», afirmou. Para tal, inspira-se em Kvaratskhelia, jogador que atua na mesma posição. «Peço muitas vezes ao analista de jogo que me envie vídeos do georgiano. Eu estudo-o. Tento roubar a sua forma de encarar o adversário, de captar os seus movimentos. Aquela pequena mudança de direção, o corte para dentro e o cruzamento para o segundo poste».