Estádio do Bessa (Foto: Boavista)

Leilão do Estádio do Bessa mantém-se: tribunal recusa travar liquidação do Boavista

No despacho, o juiz sublinha que o requerimento assenta apenas na «mera intenção de apresentação de um plano de insolvência» e recorda que, «no caso dos autos», não foi apresentada qualquer solução

O Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia indeferiu o pedido apresentado pela Direção do Boavista para convocação de uma nova assembleia de credores e suspensão da liquidação no âmbito do processo de insolvência do clube. Segundo o despacho, a que A BOLA teve acesso, o que estava em causa era a «convocação de assembleia de credores (…) e suspensão da liquidação em curso», baseada apenas na «mera intenção de apresentação de um plano de insolvência».

De recordar que na última sexta-feira, o Boavista emitiu um comunicado em que garantia ter alcançado um entendimento com a empresa espanhola Sacyr, o seu principal credor no processo de insolvência, para a aquisição do respetivo crédito, porta aberta para anular o leilão em curso juntos dos credores.

No requerimento agora recusado, o clube pretendia ganhar tempo para apresentar esse plano, mas o juiz lembrou que o mesmo pode ser entregue «em qualquer momento do processo», apenas deixando de ser possível quando «os atos de liquidação ou partilha impossibilitem, na prática, ou em termos jurídicos, a sua execução». E, sublinha o tribunal, «no caso dos autos não foi apresentado qualquer plano».

No caso dos autos não foi apresentado qualquer plano

Face a essa realidade, o despacho conclui que «não existe qualquer fundamento que determine a convocação de nova assembleia de credores» e considera não haver «fundamento legal (…) para ordenar a suspensão da liquidação».

Esta posição do tribunal surge num momento em que decorre o processo de venda judicial dos principais ativos imobiliários do clube, onde se incluem o Estádio do Bessa, o complexo desportivo adjacente e outros imóveis que integram a massa insolvente. Ao rejeitar mais esta tentativa de travagem, a justiça mantém em marcha uma liquidação que pode vir a redesenhar em profundidade o futuro do Boavista e do próprio Bessa.

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