Igor Thiago mereceu a confiança de Ancelotti
Igor Thiago mereceu a confiança de Ancelotti - Foto: IMAGO

De vendedor de fruta ao Mundial 2026: a ascensão meteórica de Igor Thiago

Avançado do Brentford é um dos eleitos de Carlo Ancelotti para a prova que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá

Igor Thiago, avançado que brilha na Premier League com a camisola do Brentford, foi convocado por Carlo Ancelotti para representar a seleção do Brasil no Mundial, que arranca no dia 11 de junho. A história do dianteiro, de origens humildes em Gama, cidade-satélite de Brasília, até aos grandes palcos do futebol mundial, é marcada por superação e trabalho árduo.

Fotos: a convocatória do Brasil para o Mundial

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Igor deu os primeiros passos no futebol no Grêmio Ocidental, um projeto social na Cidade Ocidental, mas a carreira desportiva do atleta esteve longe de ser um caminho fácil. Após a morte do pai, quando tinha apenas 13 anos, o jovem teve de conciliar os treinos com vários trabalhos para ajudar no sustento da família, tendo sido pedreiro, feirante, onde vendia fruta, e distribuidor de panfletos.

«Quando eu era criança trabalhei na feira, já trabalhei como panfleteiro, a lavar carros... Fui servente de pedreiro também. Tive algumas profissões e acho que esses trabalhos ajudaram-me a ser o homem que sou hoje, a formar o meu caráter, a valorizar as coisas da vida, as coisas simples da vida, e a saber desfrutar cada momento», recordou, em entrevista à CBF TV.

O potencial do atacante foi descoberto pelo ex-jogador Tico, que o indicou para o Verê, clube do interior do Paraná, após uma tentativa falhada de ingressar nas camadas jovens do Athletico Paranaense. A distância da família e as dificuldades financeiras foram obstáculos constantes, mas a motivação de proporcionar uma vida melhor à mãe e ao irmão manteve-o focado.

No Verê, o talento de Igor Thiago começou a sobressair. Em 2018, foi o melhor marcador da equipa, com 13 golos, na conquista do Campeonato Paranaense de Sub-17. As exibições de gala despertaram o interesse do Cruzeiro, pelo qual assinou o seu primeiro contrato profissional. No entanto, a passagem pelo clube de Belo Horizonte foi um período de grande aprendizagem e frustração.

«No Cruzeiro, foi um processo em que tive de aprender muito a lidar com opiniões, críticas e elogios. Foi um crescimento mental. Não estava bem psicologicamente. (...) Colocavam uma pressão diferente. O clube precisava daquele avançado de fazer golos. Faltou um pouco dessa paciência, saber que eu precisava de um tempo para me adaptar», explicou.

Devido à crise financeira do emblema de Belo Horizonte, o avançado foi vendido ao Ludogorets, da Bulgária, por cerca de 1,3 milhões de euros. A carreira do brasileiro na Europa prosseguiu com uma passagem pelo Club Brugge, antes de ser transferido para o Brentford em 2024, por um valor a rondar os 33 milhões de euros.

A afirmação na Premier League, onde na sua segunda época já soma 22 golos, colocando-o como segundo melhor marcador atrás de Erling Haaland (26), foi decisiva para a sua chamada à seleção. A primeira oportunidade com a camisola do Brasil, onde já conta com dois jogos e um golo, surgiu precisamente na antecâmara do Mundial.

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