De onde apareceu o hélio para a máquina dos balões? (crónica)
Nascido em Espanha (ainda que tenha também nacionalidade norte-americana), Jalen Blesa chegou a Vila do Conde à mesma velocidade — foi apresentado a 2 de fevereiro, tendo assinado contrato de longa duração (até 2030) — com que logrou lugar entre os preferidos dos adeptos do emblema da Caravela.
O avançado, natural de Barcelona, tem sido um verdadeiro globetrotter e já passou por meio mundo — depois de deixar os espanhóis do Masnou, passou por Inglaterra, Kosovo, Roménia, Geórgia e Itália —, sendo que as infindáveis viagens que já fez podem ser uma (ou a) justificação para o pulmão que apresenta. Não só dentro das quatro linhas, mas também a... encher balões. Afinal, é desta forma que o (agora) dono da camisola 11 do Rio Ave festeja os seus golos.
E celebrar é coisa que Blesa tem feito desde que chegou ao futebol português: seis jogos... quatro tentos. E tudo isto numa equipa que passava por um período extremamente negativo. O avançado aportou bastante ao coletivo, começou a faturar, e este domingo, diante dos tricolores, voltou a emergir: dois golos e selo decisivo nos três pontos.
Os estrelistas até entraram melhor, mas Rodrigo Pinho (5') e Max Scholze (9') não foram felizes. Acordaram os vila-condenses e Diogo Bezerra (15'), Dario Spikic (19') e Andreas Ntoi (21') deram o aviso para o que haveria de acontecer pouco depois: Spikic fugiu pela direita, assistiu Jalen Blesa e... 1-0.
Não satisfeito, o atacante rioavista quis bisar, aos 33 minutos, mas o remate foi devolvido pela barra.
Ianis Stoica ainda tentou reduzir, de livre direto (41'), mas a bola saiu perto do poste direito. Na resposta, valeu aos forasteiros a atenção de Luan Patrick, após remate de Dario Spikic, já no interior da área (45+1').
A etapa complementar não poderia começar melhor para os da casa: Jalen Blesa (quem mais?) voltou a ser o melhor parceiro de Spikic e reforçou a vantagem.
Reagiu o conjunto de João Nuno, que subiu linhas, pressionou alto e passou a dominar, jogando a toda a largura. Depois das ameaças, o golo: Robinho assistiu, Rodrigo Pinho faturou. Mas não chegou...
O Rio Ave — que tem agora um produtor de hélio a garantir o bom funcionamento da máquina de encher balões — chegou aos 27 pontos e passa a respirar melhor na tabela classificativa. Já o Estrela da Amadora continua nos 25 pontos e ainda precisa de somar para manter a margem para a zona (mais) baixa. Convém não haver descuidos...
As notas dos jogadores do Rio Ave:
Ennio van der Gouw (6), Marious Vrousai (6), Jakub Brabec (6), Gustavo Mancha (5), Nelson Abbey (6), Tamas Nikitscher (6), Andreas Ntoi (6), Diogo Bezerra (5), Olinho (5), Dario Spikic (7), Jalen Blesa (8), Ryan Guilherme (5), João Tomé (5), Tamble Monteiro (5), Pancho Petrasso (-) e Giorgos Liavas (-).
As notas dos jogadores do Estrela da Amadora:
Renan Ribeiro (5), Max Scholze (5), Luan Patrick (5), Otávio Fernandes (5), Bruno Langa (5), Kevin Jansson (5), Paulo Moreira (6), Abraham Marcus (5), Jovane Cabral (5), Ianis Stoica (5), Rodrigo Pinho (6), Eddy Doué (6), Robinho (6), Leandro Antonetti (-), Yahya Kalley (-) e Tom Moustier (-).
Sotiris Silaidopoulos (treinador do Rio Ave):
Foi a segunda vitória consecutiva, ainda para mais em nossa casa, o que é muito bom. Dominámos na primeira parte e chegámos à vantagem, mas nem sempre podemos ter o domínio total. Mas ficámos com os três pontos e temos de continuar.
João Nuno (treinador do Estrela da Amadora):
Estávamos a ser passivos e eu não estava a gostar nada disso. Voltámos do intervalo com outra atitude, mas sofremos logo um golo. Depois tivemos a nossa melhor fase, temos bola e fazemos um golo. Mas não chegou e por culpa nossa.
Artigos Relacionados: