Um balde de água gelada? Só depois de um sol de Agustín (crónica)
Do Uruguai não se pode esperar menos. Está na bandeira. Um sol dourado. O de Agustín brilhou alto e até fez prever que uma nova estação chegasse mais cedo ao Minho. Só que não. Os gilistas aprenderam que a vitória só mesmo depois do apito final e que primeiro… ainda vem a Primavera.
O jogo foi equilibrado de início ao fim, com duas equipas muito bem organizadas a proporcionarem um bom espetáculo.
Apesar de um ligeiro ascendente ribatejano, foram os minhotos a desbloquear o encontro, numa transição muito bem conseguida. A passe de Luís Esteves, Agustín antecipou-se a Touaizi pela esquerda e, já dentro de área, rematou sem hipótese para André Gomes.
O goleador uruguaio, que se estreou a marcar pelos galos, podia ter faturado mais dois, até ao final da primeira parte - e sempre a passe de Luís Esteves, que foi um dos mais trabalhadores (e criadores) da turma de César Peixoto.
Também Luís Esteves tentou a sorte, aos 43', com um grande remate de fora de área, mas a bola saiu um pouco ao lado. No reatamento, o mesmo protagonista voltou a ficar muito perto de abanar as redes. O número 10 dos galos aproveitou uma bola perdida à entrada da área, encheu o pé e a bola bateu na barra e depois da linha de golo. Parecia que tinha entrado, mas o VAR logo confirmou que não.
Desperdício cá, golo lá. Na jogada seguinte, Sandro Lima empatou o duelo, num erro defensivo dos da casa. Parecia que Elimbi tinha o lance controlado. Porém, deixou-se antecipar por Chiquinho, que recuperou a bola e serviu o seu ponta de lança para empurrar para dentro da baliza (aberta), já na pequena área.
O Gil Vicente, que até tinha entrado forte na etapa complementar, esmoreceu com o golo sofrido e o Alverca voltou a superiorizar-se. Aos 63', Figueiredo mandou ao poste e aos 69' foi a vez de Sandro Lima rematar (ao lado).
Não marcaram os forasteiros, fizeram-no os anfitriões. Em mais uma boa transição, Santi García abriu à esquerda para Agustín, que, sem modas, fez o segundo no encontro (e com a camisola dos minhotos).
Tudo contado no Estádio Cidade de Barcelos? Obviamente, não. No último lance do encontro, Naves aplicou um golpe (de cabeça), na sequência de um pontapé de canto (onde até André Gomes subiu). O esférico ainda bateu em Carlos Eduardo antes de entrar na baliza.
O Gil Vicente nunca ganhou ao Alverca em jogos da I Liga, no próprio reduto: cinco jogos, três empates e duas derrotas.
As notas dos jogadores do Gil Vicente (4x2x3x1): Lucão (6); Hevertton Santos (6), Elimbi (5), Buatu (4) e Konan (5); Cáseres (5) e Luís Esteves (7); Murilo (5), Santi García (7) e Agustín Moreira (8); Gustavo Varela (5); Zé Carlos (5), Zé Carlos Ferreira (5), Martín (5), Carlos Eduardo (4) e Espigares (-)
As notas dos jogadores do Alverca (3x4x3): André Gomes (5); Naves (6), Sergi Gómez (5) e Meupiyou (5); Nabil Touaizi (5), Rhaldney (5), Lincoln (5) e Isaac James (5); Figueiredo, (7) Chiquinho (7) e Sandro Lima (6); Davy Gui (5), Marezi (6), Vasco Moreira (5), Mathis Clairicia (-), Fabrício (-)
César Peixoto, treinador do Gil Vicente
Saio frustrado. Fomos infelizes no último lance, num jogo muito equilibrado, contra uma boa equipa. Ainda assim, acho que nos assentava bem a vitória. Tenho um orgulho enorme na minha equipa. Nós vamos à Conference League. Não tenho duvidas do que estou a dizer.
Custódio, treinador do Alverca
Foi um bom jogo de futebol contra uma belíssima equipa. Entrámos bem, sabíamos o que tínhamos de fazer defensiva e ofensivamente. Foi um jogo equilibrado, mas acho que acabámos por ter um ascendente maior. O golo no último minuto trouxe mais justiça.