De Bruyne não pensa na reforma, mas admite: «Interesse vai diminuindo»
Kevin De Bruyne, internacional belga de 34 anos, assegura que ainda não planeia pendurar as chuteiras, embora reconheça que a sua paixão pelo futebol já não é a mesma do início da carreira.
Numa entrevista ao jornal «Gazzetta dello Sport», o médio do Nápoles abordou o seu futuro, afirmando que não pensa se o clube italiano será o último da sua carreira. «Não sei, não penso nisso agora. Não sou assim. De momento, tenho contrato [até meados de 2027] e estou muito feliz em Nápoles. Tento desfrutar do momento», declarou.
Apesar de se sentir capaz de continuar a jogar, De Bruyne sublinha que o corpo terá a palavra final. «Ainda posso jogar mais alguns anos, mas se o meu corpo disser que tenho de parar, fá-lo-ei», acrescentou.
O jogador belga confessou, no entanto, uma mudança na sua relação com o desporto ao longo dos anos. «Não creio que ainda goste tanto de futebol como no início. Mas penso que isso é normal ao fim de trinta anos. Às vezes, perde-se um pouco o interesse, mas isso acontece em qualquer profissão», refletiu, revelando ainda não ter planos para o pós-carreira: «Primeiro, quero desfrutar da minha família, porque eles fizeram muitos sacrifícios».
No que toca à seleção belga, os Diabos Vermelhos, De Bruyne mostra-se cauteloso quanto às expectativas para o próximo Campeonato do Mundo. «As expectativas são mais baixas do que antes. Em 2018, tínhamos um grupo de jogadores excecional, agora temos muitos jogadores novos. Temos de passar a fase de grupos e depois veremos quem será o nosso adversário», analisou.
Por fim, o médio comentou a ausência da Itália no Mundial pela terceira vez consecutiva, considerando-a uma «grande perda». Questionado sobre uma possível crise no futebol italiano, respondeu: «Se falhas o torneio três vezes, então talvez sim. O nível na Europa está cada vez mais alto. Até os países pequenos conseguem formar uma equipa decente.»