Daniel Bragança festeja efusivamente o golo (Foto Miguel Nunes)
Daniel Bragança festeja efusivamente o golo (Foto Miguel Nunes)

Daniel Bragança prova que se muda o destino dum dia (as notas do Sporting)

A 15 de fevereiro de 2025 o médio lesionou-se com gravidade e ficou de fora da competição por longos dez meses; a 15 de fevereiro de 2026 marcou de cabeça o golo de vitória sofrida. Luis Guilherme crescer
O melhor em campo: Daniel Bragança (7)
15 de fevereiro de 2025 ficou gravado na memória de Daniel Bragança com cores bem negras, tendo em conta que num jogo com o Arouca saiu logo aos 12 minutos. Pelo esgar de dor, percebeu-se logo que seria lesão grave. O diagnóstico surgiria pouco depois: rotura dos ligamentos cruzados do joelho esquerdo e mais um calvário pela frente. No entanto, o destino por vezes parece ser imutável mas não é assim. A cor duma data pode mudar num ápice e passado exatamente um ano, ou seja, a 15 de fevereiro de 2026, o esquerdino, do alto dos seus 1,78 metros subiu até ao vigésimo quinto andar e, de cabeça, fez o golo duma sofrida vitória leonina que colocou Alvalade em êxtase. Está a aparecer aos poucos, mas é quase certo que vai ter papel importante na equipa de Rui Borges neste último terço do campeonato. Aceitam-se apostas...

Rui Silva (6) — 90 minutos em campo, uma bola que lhe entrou na baliza sem que pouco ou nada pudesse fazer para o impedir — o golo de Ba foi anulado — e nem  uma defesa complicada para fazer, embora tenha surgido como um gigante fantasma na frente de Elisor (34’) a assustar o francês de tal maneira que este com a baliza completamente à mercê atirou ao lado.

Fresneda (5) — Até começou bem com algumas boas combinações com Luís Guilherme mas enquanto os ponteiros do relógio andavam para a frente, os seus níveis exibicionais iam andando para trás. Sobretudo após o intervalo, foi demasiado complicativo a atacar.

Diomande (7) — Uma estátua de ébano no centro da defesa leonina, que tanto fez valer o físico, como a velocidade ou, então, a capacidade no jogo aéreo. O alfa e o ómega do setor, que ainda acrescentou ao portefólio um par de passes longos bem medidos a desmarcar os companheiros mais adiantados.

 Gonçalo Inácio (6) — O desbloqueio da teia famalicense começou pelo acerto do central esquerdino nos passes longos a queimar a zona de pressão, quebrando linhas. No entanto, não se mostrou muito assertivo a defender e o descanso não lhe fez muito bem, diga-se. Na fase final do jogo, impôs-se pelo sentido posicional.

 Ricardo Mangas (6) — A principal surpresa de Rui Borges no onze… surpreendeu pela positiva com uma primeira parte bem conseguida mas com a sorte a virar-lhe as costas naquele remate com o pior pé, o direito, a bater no poste (30’), estando também num lance polémico com Gil Dias (35’). Dinâmico, saiu quando o treinador quis mais criatividade no ataque, recuando Maxi para lateral.

Hjulmand (6) — Está a léguas daquilo que se já lhe viu fazer de leão ao peito, mas no período em que os de Alvalade asfixiaram o adversário foi fundamental para que o Sporting subisse linhas. É verdade que é capitão de equipa, mas tem de se moderar nos protestos…4

 Morita (5) — Face aquilo que tem acontecido nos últimos tempos em termos climatéricos, a noite até nem estava muito fria, mas o japonês entrou gelado e nunca conseguiu aquecer a exibição. Se os passes errados fossem cromos duma caderneta, ficou com muitos para a troca.

Luís Guilherme (7) — No Brasil destacou-se na direita, no Sporting começou por incorporar a esquerda mas provou-se que é mesmo na ala destra que mais rende. O agitador de serviço do ataque leonino, na primeira parte ficou quase com o exclusivo das jogadas de perigo dos verde e brancos.

 Trincão (6) — Numa noite de breu em termos exibicionais, foi mais uma vez brindando por um momento de intensa luz: basta ver a forma como colocou a bola milimetricamente na cabeça de Daniel Bragança no golo. Começou pelo meio, andou pela direita, pela esquerda, sem grande inspiração, até aquele momento.

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Maxi Araújo (6) — Em dia de aniversário, primeira parte abaixo dos níveis exigidos a nível atacante. Foi deslocado a extremo e com a habitual disponibilidade ajudou Mangas no terço defensivo, mas para lá do meio-campo, durante este período, houve sempre um toque a mais, um adorno desnecessário a facilitar a vida ao opositor direto, Gustavo Garcia. A nota que lhe é atribuída acaba por ser positiva porque tem alma e raça para dar e vender e quando recuou para lateral, entregou-se de coração à missão de impedir os ataques minhotos.

Pedro Gonçalves (5) — Rui Borges apostou na capacidade associativa de Pote para o colocar na zona de decisão, a ponta de lança, mas o primeiro tempo não lhe correu de feição, algures entre a inépcia e a… inércia. Depois do intervalo optou por sair mais da zona central para baralhar os defensores contrários, sem grande sucesso.

Geny Catamo (6) — Sem o brilho de outras ocasiões mas com o atrevimento suficiente para ir empurrando cada vez mais para trás o Famalicão.

Rafael Nel (5) — Lançado para tentar ao golo sportinguista que não mais aparecia, acabou por destacar-se na forma como pressionou os defensores contrários.

Vagiannidis (—) — Mais um a tentar defender a trincheira leonina.

João Simões (—) — Correu uns bons metros para alargar a área de abrangência do leão.