Cristiano Ronaldo e Marcelo fizeram dupla na ala esquerda do Real Madrid quase uma década
Cristiano Ronaldo e Marcelo fizeram dupla na ala esquerda do Real Madrid quase uma década - Foto: IMAGO

«Cristiano Ronaldo é diferente de todos os outros... é um extraterrestre»

Marcelo, antigo colega de equipa do internacional português durante quase uma década no Real Madrid, deixou-lhe rasgados elogios e recordou o primeiro encontro... violento

Marcelo, antigo lateral do Real Madrid, descreveu como um «imenso privilégio» ter partilhado o relvado com Cristiano Ronaldo, considerando o internacional português um jogador de outro mundo. A dupla formou uma das parcerias mais temidas do futebol mundial no flanco esquerdo do ataque merengue durante quase uma década.

Apesar do sucesso no Bernabéu, a relação entre os dois jogadores começou com o pé esquerdo, num particular entre o Brasil e Portugal (6-2), quando Ronaldo ainda representava o Manchester United, em 2008. Numa entrevista à FourFourTwo, Marcelo recordou o episódio. «Foi num amigável. O Cristiano atingiu-me acidentalmente no pescoço, eu estava com dores e, quando abri os olhos, ele já estava a correr em direção à área», começou por contar o brasileiro.

«O Nani levava a bola no outro flanco. Se ele passasse ao Ronaldo e desse golo, a culpa seria minha, por isso aproximei-me e rasteirei-o discretamente por trás. O árbitro não viu e o Cristiano ficou furioso por não ter conseguido marcar. Empurrámo-nos, mas foi apenas uma escaramuça no calor do momento, sem quaisquer consequências», acrescentou.

Ficou claro que não houve ressentimentos, com Marcelo a tecer rasgados elogios ao vencedor de cinco Bolas de Ouro, com quem alinhou em 332 ocasiões, um número apenas superado por Pepe, Karim Benzema e Sergio Ramos. «O Cristiano é diferente de todos os outros: um líder, um trabalhador incansável e um jogador de grande qualidade. Muitas pessoas pensam que ele é só força, mas estão enganadas. Ele é um extraterrestre», afirmou o lateral de 37 anos, já reformado.

Para Marcelo, a química entre ambos em campo não resultou apenas da repetição, mas de uma ligação natural e espontânea. «Foi uma relação que nasceu da espontaneidade. Ambos somos jogadores moldados pela rua, aprendemos a jogar descalços e apenas nos divertíamos. Faz parte da nossa essência, por isso entendíamo-nos perfeitamente com um simples olhar. Nunca planeávamos muito, eu sabia para onde ele se ia mover e ele sabia como eu faria as minhas corridas», concluiu.