Coração verde de Bragança, a falta de Suárez e um regresso em vista. Tudo o que disse Rui Borges
- Que análise faz ao jogo e aquela que foi a 13.ª vitória consecutiva em casa?
- Esse número... não sou ligado a isso. Sou um homem feliz, estar Sporting e há que desfrutar o dia a dia. Do jogo? Na primeira parte o Famalicão criou dois lances de perigo, duas transições, num jogo de muitos duelos, obrigando o Sporting a errar alguns passes, mas fomos insistindo e fez-nos falta uma referência na frente, na área para sermos melhores. O Famalicão não criou nada na segunda parre. Só deu Sporting. Fizemos golo num canto, a equipa teve rigor, mas poderíamos ter marcado antes. O jogo foi simples depois: uma equipa sempre sa procura do golo e outra a defender bem. Essa é a história do jogo. Fomos criando, por vezes não tão bem em termos de qualidade, mas fizemos o suficiente para ganhar o jogo.
- Pedro Gonçalves foi o escolhido para fazer de Suárez. O que pesou na escolha?
- Esteve ligado ao facto com o que tínhamos disponível. Caso Ioannidis estivesse disponível, e esteve em dúvida até à última, provavelmente seria o Nel a entrar de início. Não tendo Ioannidis... e lançando o Nel poderíamos querer algo diferente, ter uma referência e não tínhamos isso. A equipa foi competente. Acabou por ser uma opção minha até mesmo pela ausência de Ioannidis.
- O Famalicão deixou muitas queixas sobre o golo anulado. Concorda com as críticas?
- Concordo que foi falta clara. E lance precede de um fora de jogo.
- Foi mais um golo na reta final do jogo. Fica preocupado com essa demora para marcar?
- O futebol, já disse isto, é do primeiro ao último minuto. Tenho dois empates sofridos nos 90’. Tudo subjetivo. A ambição é enorme e fomos criando situações. Jogo tem 90 minutos, e cada vez é mais díficil jogar contra todos os adversários.
- FC Porto, Benfica e Sporting venceram pela margem mínima. Acredita que haverá mais pragmatismo até final? No primeiro título de Ruben Amorim muitos golos foram nos últimos minutos...
- Nem vou comparar. O que sei é que esta equipa tem marcado a história do clube. Esta noite fizemos a 13.ª vitória consecutiva em casa, algo que não acontecia há 52 anos, prova a qualidade do grupo. Hoje a equipa não jogou mal, houve mérito do adversário que nos fez errar algumas vezes. Temos de estar preparados para isso e perceber cada vez mais que os jogos são até ao último minuto.
- Como está a... parte cardiaca da malta como falou na antevisão do jogo?
- A minha está supercalma. As minhas afilhadas estavam cá e até lhe dedico a vitória a elas. Sobre os últimos... não ligo a essa conversa. Alguns dizem que é sorte, mas não dizem o mesmo se for um golo aos 15 minutos por uma falha do adversário. É o que é.
- Pedia-lhe para comentar a estreia do Nel na Liga. É um jogador que pode vir a ter espaço neste Sporting?
- Fico feliz estreia dele. Tem trabalhado imenso na equipa B. É continuar a trabalhar, pois tem crescido imenso na sua formação. É muito competitivo, tem crescido e acredito que vai ter mais oportunidades, pois quer singrar. Isso é explicito daquilo que tem feito na equipa B.
- Pedro Gonçalves saiu muito desgastado. Ioannidis estará apto para o Moreirense?
- Acredito que sim... vamos ver. É normal Pedro Gonçalves sentir-se cansado, pois procura ainda a sua melhor condição física. Pedro Gonçalves, falamos dele... mas de repente faz coisas diferente, por isso é diferenciado. Faz coisas que poucos conseguem fazer.
- Bragança entrou e marcou. Qual será o seu papel no futuro?
- Já foi titular, suplente... É um jogador importante, capitão, tem ADN Sporting, sabe o que é o espírito da equipa, tem qualidade técnica acima da média, está feliz, motivado, e vai ser importante como foi hoje. Até com este golo de cabeça que não é normal... Tem coisas diferentes do João Simões que é mais de transporte e de ataque ao espaço. Estou feliz por o ver jogar, tem coração verde, ADN Sporting.