Copo meio cheio e crescer com a pressão positiva das bancadas: tudo o que disse Luís Pinto
Luís Pinto, treinador do V. Guimarães, mostrou-se muito satisfeito com a exibição dos seus jogadores, perante um adversário que cria espaços com facilidade, admitindo que teve mérito nos lances em que foram assinalados penáltis. O técnico, de 36 anos, pretende continuar a crescer e de forma apoiada pelos adeptos fervorosos do clube.
De que forma sai deste jogo, com mais orgulho ou frustração?
- Prefiro ver o copo meio cheio. Saio com orgulho com aquilo que a equipa conseguiu fazer, da forma que conseguiu competir. A primeira parte é uma coisa, os primeiros quinze minutos da segunda foram outra e o final ainda mais distinto. No geral com orgulho daquilo que os jogadores conseguiram fazer.
Os penáltis foram dois lances de falata de concentração? Como pode erradicar estes erros?
- Não podem, porque fazem parte do futebol. Erros vão existir sempre, a forma como lidamos e como respondemos é que fará a diferença. Não vejo que os erros tenham sido por más intenções ou falta de concentração. Também temos de dar mérito ao FC Porto, porque no primeiro lance conseguiram desmontar a nossa defesa e no segundo quase a mesma coisa, em que o Telmo tentou correr para impedir o sucesso do jogador do FC Porto e acabou por fazer penálti. Dou mais mérito ao FC Porto pela forma como encontrou o espaço do que aos putativos erros dos nossos jogadores.
Que importância teve o Tony Strata nesta forma de ultrapassar a equipa do FC Porto?
- Teve o papel mediante a pressão do adversário tendo a missão de explorar diferentes espaços e felizmente conseguiu fazê-lo com qualidade e a equipa também o descobriu várias vezes. Tinha um papel híbrido para criarmos dificuldades ao adversário. Do lado esquerdo pretendemos o mesmo com o Lebedenko e o Smau. O Tony Strata cumpriu muito bem esse papel.
Esta foi a melhor casa da época, notando-se que os adeptos estão com a equipa. Acha que isto traz maior responsabilidade?
- Se assim for, é algo com que quem representa o Vitória tem de saber lidar. Todos sabemos o que representam os nossos adeptos, todo o país sabe e fala sobre os adeptos do Vitória. Não acho que faça aumentar a pressão, mas também faz parte do crescimento, pois temos de saber lidar com ela. O que queremos é fazer com que este entusiasmo seja levado para todos os jogos, nomeadamente o próximo que é uma deslocação difícil que queiram estar connosco para nos apoiarem e nós temos de ter a capacidade de acompanhar sendo consistentes nesse crescimento.
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