Confiança, justiça da vitória, lesão de Pote e fuga à polémica: tudo o que disse Rui Borges
O Sporting sofreu... mas venceu o Santa Clara (2-1), em partida da 11.ª jornada, realizada na noite deste sábado, no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada. A partida ficou envolta em polémica, uma vez que o golo do triunfo dos leões, apontado por Morten Hjulmand já em período de compensação, surgiu na sequência de um pontapé de canto inexistente, uma vez que Geovany Quenda tinha sido o último a tocar na bola, pelo que a equipa de arbitragem deveria ter assinalado pontapé de baliza.
No final do encontro, Rui Borges não quis comentar este lance, preferindo sublinhar a justiça da vitória leonina. O técnico dos verdes e brancos ressalvou a confiança que reina no seio do grupo que lidera e lamentou apenas a lesão de Pedro Gonçalves, que foi obrigado a abandonar a partida no decorrer da segunda parte e que ainda carece de reavaliação clínica.
- Sente que o resultado ao intervalo não era condizente com o que se passou? O golo após a expulsão do Maxi Araújo reflete a mentalidade desta equipa?
- Reflete imenso o que é o grupo. Tínhamos falado que só um grande coletivo sairia daqui com a vitória, perante um adversário difícil e que nos dificulta desde sempre. Foi isso que aconteceu, por mérito e capacidade da equipa. Fomos claramente superiores e melhores. O Santa Clara tem o golo e dois lances aos 90 minutos, duas transições, uma delas a que dá a expulsão do Maxi [Araújo]. Mesmo depois do golo sofrido, a nossa equipa manteve-se fiel, foi atrás do resultado e instalou-se no meio-campo adversário. A vitória acaba por ser justíssima por tudo o que fomos capazes ao longo de todo o jogo.
- O golo perto do fim dá como que uma injeção de confiança?
- Não digo injeção de confiança porque a equipa está confiança e isso percebe-se. O grupo é fantástico, é um coletivo indescritível. Não me vou cansar de dizer isso. Todos correm atrás do mesmo propósito. Os jogos não são fáceis e disputam-se até ao fim. Por tudo o que foi a nossa capacidade, por tudo o que foi também a capacidade do Santa Clara em ir anulando o nosso segundo golo, acabar por marcar na parte final dá sempre uma explosão diferente de sentimentos. Mas é nestes jogos fora que também se fazem os campeões e é uma grande vitória do coletivo.
- Já sabe que lesão tem Pedro Gonçalves?
- Não vou estar aqui a falar em tempo. Tenho quase a certeza que foi uma lesão muscular e espero que não seja nada de grave. Talvez esteja fora da seleção, que é algo que ele merecia, mas pelo menos que esta paragem lhe dê alguma margem para recuperar. Não sei o real valor da lesão, mas espero que tenhamos o Pote o mais rapidamente possível connosco. Está a fazer uma grande época por tudo o que tem sido capaz.
- O golo do Santa Clara e a expulsão do Maxi surgem de dois erros defensivos…
- Em 90 minutos não conseguimos anular o adversário a 100 por cento. São os dois lances que têm, o primeiro depois de uma escorregadela do Diomande, que é algo que não controlamos, e o segundo com um pouco de desatenção defensiva. Algo que é natural, uma vez que estávamos à procura do golo, a equipa estava mais instalada no processo ofensiva e estava mais exposta. Talvez não tenhamos entrado tão focados nos primeiros cinco minutos e levámos o golo, mas a equipa manteve um equilíbrio emocional muito grande e tem muito mérito na vitória que alcançou, dando mais uma demonstração real do que é o nosso coletivo. Expulsão de Maxi? Não vi o lance nem vou estar a entrar em assuntos de arbitragem.
- Que análise faz ao lance que dá o segundo golo do Sporting, que tantos protestos gerou?
- Não vi, sequer, o lance, mas não vou estar aqui a justificar uma vitória com um lance desses, caso contrário teríamos de falar de imensos lances ao longo do jogo. Falar sobre isso é desvalorizar uma vitória que é justa. Não vou estar a entrar nesses caminhos. Houve mais lances discutíveis ao longo do jogo. Não vou estar a entrar em assuntos de arbitragem.
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