Com o sonho europeu no horizonte, Vila Nova já assistiu a uma página de história
O triunfo (1-0) do Famalicão sobre o Nacional, anteontem, tem muito que se lhe diga. Desde logo, e objetivamente o mais importante, os minhotos conseguiram somar os três pontos. Pouco depois, chegou dos Açores outra boa notícia: o Santa Clara batera o Gil Vicente, também por 1-0, o que significa que os azuis e brancos do Minho passam a estar isolados no 5.º lugar da tabela classificativa, posição que dá acesso à Conference League na próxima temporada.
Mas o sucesso na receção aos insulares permitiu também aos comandados de Hugo Oliveira inscreverem os seus nomes na história do clube: nunca antes o Famalicão tinha conseguido alcançar cinco vitórias consecutivas em casa em jogos do principal escalão.
Ora, se a época já está a ser bastante meritória para os minhotos, ainda mais ficou. O livro continua com páginas por preencher e ainda que no seio do balneário do Vila Nova todos mantenham os pés bem assentes no chão, a verdade é que todos têm consciência de que os sonhos são possíveis de alcançar e a Europa é horizonte em aberto.
E se ofensivamente a equipa vai dando (e bem) conta do recado, ao ponto de estar numa fase bastante efusiva e que lhe permite aspirar a voos extremamente elevados, o que dizer do processo defensivo? Afinal, o Famalicão já vai em 14 jogos sem sofrer golos. Ou seja, das 27 rondas já realizadas, Lazar Carevic manteve a sua baliza trancada a sete chaves em mais de metade.
Tal como Hugo Oliveira já assumiu publicamente, o mérito é coletivo, porque os primeiros defesas são... os avançados, mas também não é menos verdade que os elementos da retaguarda, e, em especial, o guarda-redes montenegrino, têm dado um forte contributo para que este registo vá aumentando cada vez mais.