Com o 'circo' a arder, F1 tem seis medidas para devolver protagonismo aos pilotos
A Fórmula 1 está a ponderar um conjunto de seis alterações aos regulamentos com o objetivo de aumentar a influência dos pilotos e reduzir o peso da gestão de energia, que tem gerado controvérsia e preocupações com a segurança. As propostas surgem num momento de descontentamento geral no Grande Circo, com exceção da Mercedes, que domina a atual era regulamentar.
#F1 stakeholders have three priority areas for immediate 2026 changes, and six solutions in play.
— The Race (@wearetherace) April 2, 2026
Here's what we know about those plans - which will be scrutinised next week ➡️ https://t.co/0K7K3RXIsfhttps://t.co/0K7K3RXIsf
O novo regulamento, impulsionado por marcas como a Audi, trouxe mais ultrapassagens, mas também diminuiu o valor do piloto, tornando as corridas mais complexas de entender para o público. O início da temporada acentuou estas sensações, com corridas como a da Austrália a terminarem de forma insatisfatória e a do Japão a levantar sérias questões de segurança, como o acidente entre Oliver Bearman e Franco Colapinto.
Carlos Sainz resumiu o sentimento geral ao afirmar que os problemas não se limitam à qualificação. «Não são apenas problemas na qualificação, também os há na forma de correr», referiu o piloto espanhol. A situação exige mudanças, tanto pela segurança como pelo descontentamento dos pilotos com o estilo de corrida atual.
Segundo o portal especializado The Race, já estão em cima da mesa seis medidas. Embora não se preveja um regresso aos motores V10 ou V8, a ideia central é devolver o controlo aos pilotos. Andrea Stella, chefe da McLaren, antecipa que o processo «não será simples», mas já existem ideias concretas.
🚨| F1 drivers' WhatsApp group 'absolutely blowing up' in push for solutions:
— This is Formula 1 (@ThisIsFormu1a1) April 2, 2026
— Alexander Wurz, GPDA Chairman, revealed the drivers' WhatsApp group is more active than ever as they seek consensus on new rules. Speaking on the Lift and Roast podcast, Wurz remarked:
“That famous… pic.twitter.com/SdNE1h78OG
A principal área de intervenção é a gestão de energia, um conceito que Fernando Alonso descreveu ironicamente como um «campeonato do mundo de pilhas». Uma das propostas passa por aumentar o superclipping, permitindo que a energia disponível para utilização suba de 250kw para 350kw. Esta medida visa evitar que os carros fiquem quase parados em certas zonas, criando situações de perigo.
Outras ideias incluem a imposição de limites mais rigorosos na recarga de energia, talvez reduzindo o valor de 6MJ estabelecido no Japão, ou simplesmente diminuir a energia total disponível. Embora isto possa resultar em carros mais lentos, não é visto como um problema grave.
Além da energia, discute-se a alteração de aspetos fundamentais do regulamento. A distribuição 50/50 entre a potência elétrica e térmica da unidade de potência é um dos pontos em análise, embora uma mudança radical pareça improvável por implicar a reformulação dos motores. A aerodinâmica ativa é outra área a ser revista, com a possibilidade de eliminar as zonas predefinidas na qualificação, permitindo que seja o piloto a interpretar e a decidir quando a utilizar.
🚨| Verstappen slammed after fresh criticism of new F1 rules:
— This is Formula 1 (@ThisIsFormu1a1) March 16, 2026
— Ralf Schumacher urged Max Verstappen to focus on aiding Red Bull's improvement rather than criticizing the new regulations. Speaking to media, Schumacher remarked:
“Max has proven that he is the fastest driver. Now… pic.twitter.com/e8KYyBCdmT
Por fim, procura-se uma simplificação geral das regras. O objetivo é reduzir a dependência de conceitos complexos geridos por software, devolvendo aos pilotos a capacidade de interpretar cada situação de corrida sem cometerem erros que pouco têm a ver com a sua perícia ao volante.