Com este Haaland não há hipótese: bis do robô lança Man. City para o segundo lugar
«Contra um avançado destes, fica difícil fazer o que quer que seja.» Será que foi este o pensamento de Iraola no final do Manchester City-Bournemouth? É bem possível que tenha sido, porque os cherries apresentaram-se competitivos e com vontade de somar pontos em casa dos citizens, mas dois golos de Haaland, em mais uma tarde inspirada, cavalgaram a equipa de Bernardo Silva, Matheus Nunes e Rúben Dias, todos eles titulares, para mais uma vitória na Premier League, agora por 3-1, na 10.ª jornada da competição.
Menos de dois minutos chegaram para que o primeiro golo da partida... fosse anulado. Kroupi estava em fora de jogo no momento do passe de Tavernier. Estava dado o mote para o primeiro tempo. Rápido, vertical, apontado às balizas e com bom espetáculo. O Bournemouth, uma das sensações da Premier League, chegou à partida no segundo lugar. Apesar de, em muitos momentos, permitir que o Manchester City tivesse a bola no meio-campo ofensivo, uma estratégia que obrigou a muita solidez e com a qual a equipa de Iraola até se deu bem em termos defensivos, os cherries queriam mais e também aplicaram uma pressão intensa e em espaços adiantados do terreno.
Se, por um lado, esta estratégia pode dar frutos, e para o Bournemouth tem trazido resultados, há um fator que não se pode pôr de parte: o fator Haaland. Do lado dos visitantes estava Semenyo que, com seis golos, era o segundo melhor marcador da Premier League. O norueguês entrou para a partida... com 11. E com espaço nas costas da defesa, um cabeceamento de Cherki foi suficiente para o goleador correr, correr e, na cara de Petrovic, fazer o primeiro da partida, ao minuto 17.
A vantagem chegou de acordo com o sentido do jogo, mas não durou muito tempo. Oito minutos depois, um canto com muita polémica à mistura — Donnarumma foi agarrado por Brooks e pediu falta, mas Anthony Taylor nada assinalou — deixou a bola em posição perfeita para Tyler Adams rematar e empatar a partida. Mas também esse empate foi resultado pouco duradouro, porque aos 33', Cherki voltou a lançar Haaland. Truffert esqueceu-se da linha de fora de jogo, deixou o norueguês em posição legal e, perante o guarda-redes adversário, foi só contorná-lo e finalizar para repor a vantagem anfitriã.
Com este golo, o avançado do Manchester City tornou-se no terceiro jogador na história da Premier League a fazer dois golos ou mais em quatro jogos consecutivos em casa, tal como Robbie Fowler e Luis Suárez (este fê-lo em cinco ocasiões). São já 13 golos, que representam cerca de dois terços dos 20 que os citizens, melhor ataque do campeonato, têm no final da 10.ª ronda e só não são 14 porque, após grande jogada de Doku, não conseguiu picar a bola sobre Petrovic, que desviou com uma palmada.
No início do segundo tempo, o Bournemouth entrou com perigo e Kroupi teve, em duas ocasiões, o empate novamente nos pés, mas atirou na primeira à malha lateral e permitiu a defesa de Donnarumma na segunda. Com a equipa adversária na procura pela igualdade, um passe de Foden chegou a O'Reilly, que, com uma simulação, ganhou o espaço ideal para rematar rasteiro e fazer o 3-1, à hora de jogo.
A partir daí... foi só gerir. O Bournemouth não criou perigo real à baliza adversária e, nas transições, o Manchester City ia assustando os visitantes. Vitória incontestável do Manchester City que, agora, é segundo classificado da Premier League, com 19 pontos, enquanto espera pelo que faz, esta segunda-feira, o Sunderland, que, se vencer, ficará com mais um.
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