Cheque de 2,5 milhões de euros não chegou para levar extremo tricolor contratado ao FC Porto
A janela de transferências de Inverno já fechou em Portugal, mas noutras latitudes do globo há ainda mercados abertos. Tal como acontece, por exemplo, no Brasil. E foi, precisamente, do outro lado do Atlântico que chegou, recentemente, uma proposta para a compra do passe de Abraham Marcus.
De acordo com os dados apurados por A BOLA, o Athletico Paranaense abriu negociações com o Estrela da Amadora tendo em vista a contratação do extremo nigeriano, sendo que, sabe também o nosso jornal, em cima da mesa foi colocada uma verba a rondar os €2,5 milhões de euros.
No entanto, e mesmo que o valor tivesse alguma magnitude, a verdade é que a SAD liderada por Paulo Lopo foi pronta a fechar a porta à saída do jogador. Não só porque os tricolores teriam apenas direito a 60 por cento do referido montante — os restantes 40 por cento dos direitos económicos do africano estão na posse do FC Porto —, mas também porque o esquerdino é considerado uma das peças essenciais para o que resta da época do emblema da Reboleira, que, recorde-se, tem como principal objetivo a permanência no mais alto patamar nacional.
Abraham Marcus, de 26 anos, cumpre, então, o primeiro ano ao serviço da formação da Amadora, sendo que, até à data, contabiliza 20 jogos, três golos e quatro assistências, registos que atestam bem a importância que o nigeriano tem na equipa orientada por João Nuno.
Ainda que o Estrela tenha atacado em força o mercado de transferências, contratando uma dúzia de jogadores, a verdade é que o clube realizou vendas altamente relevantes — Sidny Lopes Cabral rumou ao Benfica por €6 M (mais €2,5 M em objetivos) e Oumar Ngom foi vendido ao Lecce por €4 M (mais €1,5 M em objetivos) —, pelo que, neste caso de Abraham Marcus, a cúpula diretiva dos amadorenses preferiu reter talento e privilegiar a vertente desportiva.